Cidade sem lei: dois arrastões em Ipanema, só na parte da tarde
Jornal do Brasil
Anna Ramalho
Dois arrastões em Ipanema, só na parte da tarde
Hoje houve dois arrastões em Ipanema: um, no início da tarde, na altura da Rua Farme de Amoedo.
O outro, presenciado por uma amiga da coluna, deu-se agora, por volta das 17:30h, ainda sob a luz do dia, na Rua Joana Angélica.
Um grupo de 15 pivetes aproximadamente roubava bolsas, celulares, carteiras, ameçando as vítimas com paus e pedras. A polícia chegou minutos depois e a turma de minimeliantes tomou o rumo da Avenida Vieira Souto.
JORGE ANTONIO BARROS
Enviado por Jorge Antonio Barros -
Ipanema denuncia volta da gangue da bicicleta
Ipanema denuncia volta da gangue da bicicleta
Moradores de Ipanema informaram a este blog que a gangue da bicicleta voltou a atuar no bairro. Além de ser um dos mais charmosos da cidade, o bairro de Ipanema tem moradores tão diligentes com a questão da segurança que criaram há algum tempo o Projeto de Segurança Ipanema, que tem um blog, no qual publicam os problemas do bairro. Integrantes do projeto me informaram que estão preocupados com a volta da gangue formada por adolescentes que passam de bicicleta atacando pedestres e fazendo arrastão pelas ruas do bairro com alta concentração de turistas.
A gangue da bicicleta começou a agir em Ipanema em 2004, tendo idosos como principal alvo. A polícia chegou a prender alguns dos integrantes, até que o problema ganhou contornos trágicos com a morte, em julho de 2004, da médica Rose Mary Haddad, atropelada na Avenida Vieira Souto por um carro enquanto fugia de ciclistas.
A preocupação dos moradores de Ipanema faz sentido. O GLOBO publicou ontem reportagem mostrando que há um clima de insegurança também na Zona Sul, uma das regiões mais bem policiadas do Rio. Segundo a reportagem publicada no jornal, três casos de violência ocorridos na semana passada deixaram assustados motoristas que passavam pela Lagoa e pelo Leblon — duas das áreas supostamente mais bem policiadas da cidade. Um dos episódios aconteceu por volta das 17h de quinta-feira, na altura da Fonte da Saudade, próximo ao acesso ao Túnel Rebouças. A empresária Anna Clara Hermann foi rendida por dois homens armados enquanto tentava estacionar o carro. Os bandidos, que estavam de moto, arrancaram um cordão do pescoço da vítima e ainda levaram sua bolsa, com cartões de crédito e dois celulares.
Como antecipou a jornalista Lu Lacerda em seu blog na internet, Anna registrou o assalto na 14a DP (Leblon). A empresária contou que ficou paralisada com a ação dos bandidos. Ela disse que o piloto da moto apontou a arma para a sua cabeça enquanto o carona desembarcou e, com outro revólver, quebrou o vidro do lado do passageiro. Outros motoristas ficaram imóveis diante da ação rápida dos criminosos.
— Eles (os ladrões) gritavam o tempo todo: “Quer morrer? Quer morrer?”. Entrei em pânico e fiquei paralisada, porque tive medo de eles atirarem. Já ouvi outros casos de pessoas que foram assaltadas e o bandidos atiraram, porque queriam resolver logo a situação — disse Anna, que se recupera em casa de do-
res musculares provocadas pela tensão do assalto.
A empresária contou o caso a amigos e soube de outras histórias de pessoas assaltadas por motociclistas armados:
— Considerava a Lagoa um lugar seguro, mas agora vejo que não é bem assim. Soube de outros assaltos praticados por motociclistas na Lagoa.
Um dia antes do ataque a Anna, motociclistas assaltaram outra pessoa na Rua Dias Ferreira, no Leblon. A vítima, um empresário do ramo da moda, também foi rendida com um revólver apontado para a cabeça.
Na sexta-feira passada, mais violência na Lagoa. Um casal foi abordado por outro casal, no estacionamento dos quiosques do Parque dos Patins. As vítimas, que pediram para não ser identificadas, disseram que o ataque ocorreu por volta das 20h. Segundo o motorista, o assalto só não foi concretizado porque ele
arrancou com o carro. Ele disse que os criminosos estavam armados com um pistola, mas não atiraram. “A Lagoa está abandonada. Não íamos lá há muito tempo”, escreveu uma das vítimas num e-mail a amigos.
Em nota, o comandante do 23 BPM (Leblon), coronel Frederico Caldas, disse que os assaltos a motoristas têm apresentado queda este mês. O coronel afirmou que esse “tipo de delito já foi identificado e todas as medidas para inibir essa prática foram tomadas”. Segundo ele, estão sendo realizadas diariamente, em parceria com a prefeitura, operações com o objetivo de identificar e prender assaltantes. “Além do policiamento normal, estão sendo utilizadas seis otos, mais duas viaturas fazendo ronda, policiamento a pé
e com bicicletas. Em consequência, em agosto houve redução expressiva desses delitos”, disse, sem citar estatísticas.
Hoje O GLOBO publica nova reportagem mostrando que de oito cabines da PM, cinco delas estavam vazias. Uma delas, na Avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa - um dos bairros mais nobres da cidade - virou depósito de ambulantes. A data do calendário deixado na cabine entrega o período em que ela deixou de ser ocupada. A desativação das cabines é uma decisão de cada batalhão da PM. Não há uma orientação política por parte do comando. A Secretaria de Segurança investiu na implantação até de cabines blindadas, em locais como a Avenida Atlântica na esquina com a Princesa Isabel e na Avenida Maracanã. Este blog já publicou um vídeo , em novembro de 2008, mostrando o abandono de uma cabine da PM na Praça General Osório, no coração de Ipanema.
A gangue da bicicleta começou a agir em Ipanema em 2004, tendo idosos como principal alvo. A polícia chegou a prender alguns dos integrantes, até que o problema ganhou contornos trágicos com a morte, em julho de 2004, da médica Rose Mary Haddad, atropelada na Avenida Vieira Souto por um carro enquanto fugia de ciclistas.
A preocupação dos moradores de Ipanema faz sentido. O GLOBO publicou ontem reportagem mostrando que há um clima de insegurança também na Zona Sul, uma das regiões mais bem policiadas do Rio. Segundo a reportagem publicada no jornal, três casos de violência ocorridos na semana passada deixaram assustados motoristas que passavam pela Lagoa e pelo Leblon — duas das áreas supostamente mais bem policiadas da cidade. Um dos episódios aconteceu por volta das 17h de quinta-feira, na altura da Fonte da Saudade, próximo ao acesso ao Túnel Rebouças. A empresária Anna Clara Hermann foi rendida por dois homens armados enquanto tentava estacionar o carro. Os bandidos, que estavam de moto, arrancaram um cordão do pescoço da vítima e ainda levaram sua bolsa, com cartões de crédito e dois celulares.
Como antecipou a jornalista Lu Lacerda em seu blog na internet, Anna registrou o assalto na 14a DP (Leblon). A empresária contou que ficou paralisada com a ação dos bandidos. Ela disse que o piloto da moto apontou a arma para a sua cabeça enquanto o carona desembarcou e, com outro revólver, quebrou o vidro do lado do passageiro. Outros motoristas ficaram imóveis diante da ação rápida dos criminosos.
— Eles (os ladrões) gritavam o tempo todo: “Quer morrer? Quer morrer?”. Entrei em pânico e fiquei paralisada, porque tive medo de eles atirarem. Já ouvi outros casos de pessoas que foram assaltadas e o bandidos atiraram, porque queriam resolver logo a situação — disse Anna, que se recupera em casa de do-
res musculares provocadas pela tensão do assalto.
A empresária contou o caso a amigos e soube de outras histórias de pessoas assaltadas por motociclistas armados:
— Considerava a Lagoa um lugar seguro, mas agora vejo que não é bem assim. Soube de outros assaltos praticados por motociclistas na Lagoa.
Um dia antes do ataque a Anna, motociclistas assaltaram outra pessoa na Rua Dias Ferreira, no Leblon. A vítima, um empresário do ramo da moda, também foi rendida com um revólver apontado para a cabeça.
Na sexta-feira passada, mais violência na Lagoa. Um casal foi abordado por outro casal, no estacionamento dos quiosques do Parque dos Patins. As vítimas, que pediram para não ser identificadas, disseram que o ataque ocorreu por volta das 20h. Segundo o motorista, o assalto só não foi concretizado porque ele
arrancou com o carro. Ele disse que os criminosos estavam armados com um pistola, mas não atiraram. “A Lagoa está abandonada. Não íamos lá há muito tempo”, escreveu uma das vítimas num e-mail a amigos.
Em nota, o comandante do 23 BPM (Leblon), coronel Frederico Caldas, disse que os assaltos a motoristas têm apresentado queda este mês. O coronel afirmou que esse “tipo de delito já foi identificado e todas as medidas para inibir essa prática foram tomadas”. Segundo ele, estão sendo realizadas diariamente, em parceria com a prefeitura, operações com o objetivo de identificar e prender assaltantes. “Além do policiamento normal, estão sendo utilizadas seis otos, mais duas viaturas fazendo ronda, policiamento a pé
e com bicicletas. Em consequência, em agosto houve redução expressiva desses delitos”, disse, sem citar estatísticas.
Hoje O GLOBO publica nova reportagem mostrando que de oito cabines da PM, cinco delas estavam vazias. Uma delas, na Avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa - um dos bairros mais nobres da cidade - virou depósito de ambulantes. A data do calendário deixado na cabine entrega o período em que ela deixou de ser ocupada. A desativação das cabines é uma decisão de cada batalhão da PM. Não há uma orientação política por parte do comando. A Secretaria de Segurança investiu na implantação até de cabines blindadas, em locais como a Avenida Atlântica na esquina com a Princesa Isabel e na Avenida Maracanã. Este blog já publicou um vídeo , em novembro de 2008, mostrando o abandono de uma cabine da PM na Praça General Osório, no coração de Ipanema.
INSEGURANÇA
Insegurança
Zona Sul do Rio tem pouco policiamento nas ruas
Claudio Motta, Taís Mendes e Célia Costa (granderio@oglobo.com.br)
RIO - Há pelo menos dois anos, desde que se mudou, a moradora Zuila de Araújo, de 54 anos, não vê um só policial na cabine da Avenida Epitácio Pessoa, próximo à Fonte da Saudade, na Lagoa. O módulo ganhou até o apelido de "cabine fantasma" na vizinhança. Não é o único caso na cidade. Das oito unidades existentes num trajeto de 51km percorrido ontem por uma equipe do GLOBO, apenas três tinham policiais. E, mesmo assim, solitários e a pé. A ausência de policiamento provoca uma sensação de insegurança na população, que, embora elogie o projeto das UPPs e haja uma redução do número de crimes no estado, incluindo assaltos a transeuntes, reclama do número reduzido de PMs nas ruas.
LEIA MAIS: Crimes de repercussão podem contribuir para insegurança
Zuila conta que já perdeu as contas de quantas vezes foi assaltada:
- Passeio com meu cachorro todos os dias e nunca vi um PM nessa cabine, nem para fazer figuração.
Na quarta-feira, nem mesmo nos locais da Lagoa e do Leblon onde recentemente foram registrados assaltos havia policiamento. Na Fonte da Saudade, onde há uma semana a empresária Anna Clara Hermann foi atacada por dois homens armados, moradores se queixaram da falta de segurança.
- Além da falta de policiamento, a iluminação deficiente das ruas também assusta. Eu não saio de casa depois que escurece - disse a artista plástica Regina Lima, de 54 anos.
Para ser novamente ativada, a "cabine fantasma", toda pichada, precisaria no mínimo de uma faxina, porque virou depósito de geladeiras de isopor, provavelmente de ambulantes da área. Numa outra cabine, ainda na avenida, já no acesso à Autoestrada Lagoa-Barra, um policial sozinho e sem carro de apoio varria o módulo novinho em folha.
- Se pelo menos a vassoura voasse, ele poderia socorrer alguém - ironizou a aposentada Anita Silva, de 68 anos. - De manhã cedo e no fim da tarde, é perigoso andar na Lagoa, porque os assaltos são frequentes.
Nas principais vias internas do Leblon e de Ipanema, o policiamento ostensivo está só nas extremidades. Na Avenida Ataulfo de Paiva, por exemplo, uma van da PM fica estacionada logo após a esquina da Rua Dias Ferreira. Mas ontem estava vazia. Só na outra ponta da avenida havia policiamento: um carro com dois PMs. Nem mesmo na Dias Ferreira, onde há registros recentes de assaltos, policiais foram vistos ontem. Maria de Lourdes Ferreira, de 40 anos, mora na rua há dez anos e conta que já foi assaltada três vezes chegando em casa:
- Todas as três vezes, os assaltos foram praticados por menores, sem armas, para roubar celulares. Esses ataques seriam evitados facilmente por um PM circulando a pé.
Em Ipanema, uma cabine no início da Rua Visconde de Pirajá estava ocupada por um policial apenas. Ele contou que nem sempre há PMs no módulo e que muitas vezes eles são deslocados. Moradores disseram que nos domingos é raro ver policiais ali.
A situação só é diferente na orla marítima e da Lagoa, onde o patrulhamento é mais ostensivo. Ontem, nos 7,5km da orla da Lagoa, havia seis PMs fazendo patrulhamento.
Em Copacabana, a situação não é diferente. Enquanto na Avenida Atlântica, entre a Princesa Isabel e a Praça do Lido, era possível ver ontem quatro policiais, na Nossa Senhora de Copacabana não havia qualquer policiamento - nem de carro, nem a pé.
- Quando as UPPs foram inauguradas nas favelas, pensei que estaria mais segura. Depois, percebi que o policiamento no asfalto foi reduzido - lamentou Mônica Barros, de 46 anos, moradora do bairro.
A PM informou em nota que pretende contratar sete mil policiais ainda este ano. E que as carências dos efetivos estão sendo supridas de acordo com a formatura dos policiais. A nota diz ainda que a desativação das cabines é uma decisão de cada batalhão e que o "comando optou por aumentar a presença dos PMs em viaturas e a pé".
O comandante do 23 BPM (Leblon) informou que mantém funcionando todas as seis cabines da área, mas que eventualmente ocorrem remanejamentos. Segundo ele, até agora ocorreram dois roubos de carro este mês na área do 23 BPM, quando, segundo a meta, o limite é nove. Já o total de roubos de rua já chega a 80, quando a meta é 92.
Já a Secretaria de Segurança disse não dispor de pesquisa sobre a sensação de segurança, mas afirmou que ela "está em alta entre os cariocas".
Na Zona Norte, patrulhamento mais ostensivo
Mesmo com a sensação de insegurança ainda em alta, moradores da Tijuca, de Vila Isabel e do Grajaú enfrentam situação bem diferente da encontrada em bairros da Zona Sul. Pelo menos no quesito visibilidade. Os três bairros da Zona Norte, cercados por favelas (Turano, Salgueiro, Formiga, Andaraí, Borel, Macacos e São João) onde foram implantadas UPPs, têm policiamento mais ostensivo. Ontem à tarde, num percurso de 35km, uma equipe do GLOBO contou 37 policiais militares - o que dá mais de um por quilômetro. Eram 27 PMs circulando a pé, além de outros dez fazendo patrulhamento, em duplas, dentro cinco carros estacionados em esquinas da Tijuca.
Em todas as cabines da PM da região, policiais estavam a postos. Entre o Estácio e a Tijuca, nas ruas João Paulo I e Doutor Satamini, num trecho de 1.400 metros, duas cabines estavam devidamente ocupadas. Na Praça Edmundo Rego, no Grajaú, havia policiamento a pé, de quadriciclo e também um veículo da PM.
Nas ruas internas dos três bairros, não havia policiamento a pé, mas vários carros do 6 BPM (Tijuca) circulavam à tarde.
- Desde as UPPs, estamos vendo mais policiais pelas ruas, mas o perigo dos assaltos continua - disse Márcia dos Santos Araújo, que mora na Tijuca.
Para a antropóloga Jacqueline Muniz, professora da Universidade Candido Mendes e da Universidade Católica de Brasília, o resgate pacífico de territórios é fundamental. Mas, para seguir rumo à pacificação das favelas e garantir o patrulhamento no asfalto, é necessário haver um aumento de efetivo, para suprir um déficit histórico:
- Cerca de 8% do efetivo da PM estão empenhados nas UPPs. É necessário que estejam lá? Sim.
LEIA MAIS: Crimes de repercussão podem contribuir para insegurança
Zuila conta que já perdeu as contas de quantas vezes foi assaltada:
- Passeio com meu cachorro todos os dias e nunca vi um PM nessa cabine, nem para fazer figuração.
Na quarta-feira, nem mesmo nos locais da Lagoa e do Leblon onde recentemente foram registrados assaltos havia policiamento. Na Fonte da Saudade, onde há uma semana a empresária Anna Clara Hermann foi atacada por dois homens armados, moradores se queixaram da falta de segurança.
- Além da falta de policiamento, a iluminação deficiente das ruas também assusta. Eu não saio de casa depois que escurece - disse a artista plástica Regina Lima, de 54 anos.
Para ser novamente ativada, a "cabine fantasma", toda pichada, precisaria no mínimo de uma faxina, porque virou depósito de geladeiras de isopor, provavelmente de ambulantes da área. Numa outra cabine, ainda na avenida, já no acesso à Autoestrada Lagoa-Barra, um policial sozinho e sem carro de apoio varria o módulo novinho em folha.
- Se pelo menos a vassoura voasse, ele poderia socorrer alguém - ironizou a aposentada Anita Silva, de 68 anos. - De manhã cedo e no fim da tarde, é perigoso andar na Lagoa, porque os assaltos são frequentes.
Nas principais vias internas do Leblon e de Ipanema, o policiamento ostensivo está só nas extremidades. Na Avenida Ataulfo de Paiva, por exemplo, uma van da PM fica estacionada logo após a esquina da Rua Dias Ferreira. Mas ontem estava vazia. Só na outra ponta da avenida havia policiamento: um carro com dois PMs. Nem mesmo na Dias Ferreira, onde há registros recentes de assaltos, policiais foram vistos ontem. Maria de Lourdes Ferreira, de 40 anos, mora na rua há dez anos e conta que já foi assaltada três vezes chegando em casa:
- Todas as três vezes, os assaltos foram praticados por menores, sem armas, para roubar celulares. Esses ataques seriam evitados facilmente por um PM circulando a pé.
Em Ipanema, uma cabine no início da Rua Visconde de Pirajá estava ocupada por um policial apenas. Ele contou que nem sempre há PMs no módulo e que muitas vezes eles são deslocados. Moradores disseram que nos domingos é raro ver policiais ali.
A situação só é diferente na orla marítima e da Lagoa, onde o patrulhamento é mais ostensivo. Ontem, nos 7,5km da orla da Lagoa, havia seis PMs fazendo patrulhamento.
Em Copacabana, a situação não é diferente. Enquanto na Avenida Atlântica, entre a Princesa Isabel e a Praça do Lido, era possível ver ontem quatro policiais, na Nossa Senhora de Copacabana não havia qualquer policiamento - nem de carro, nem a pé.
- Quando as UPPs foram inauguradas nas favelas, pensei que estaria mais segura. Depois, percebi que o policiamento no asfalto foi reduzido - lamentou Mônica Barros, de 46 anos, moradora do bairro.
A PM informou em nota que pretende contratar sete mil policiais ainda este ano. E que as carências dos efetivos estão sendo supridas de acordo com a formatura dos policiais. A nota diz ainda que a desativação das cabines é uma decisão de cada batalhão e que o "comando optou por aumentar a presença dos PMs em viaturas e a pé".
O comandante do 23 BPM (Leblon) informou que mantém funcionando todas as seis cabines da área, mas que eventualmente ocorrem remanejamentos. Segundo ele, até agora ocorreram dois roubos de carro este mês na área do 23 BPM, quando, segundo a meta, o limite é nove. Já o total de roubos de rua já chega a 80, quando a meta é 92.
Já a Secretaria de Segurança disse não dispor de pesquisa sobre a sensação de segurança, mas afirmou que ela "está em alta entre os cariocas".
Na Zona Norte, patrulhamento mais ostensivo
Mesmo com a sensação de insegurança ainda em alta, moradores da Tijuca, de Vila Isabel e do Grajaú enfrentam situação bem diferente da encontrada em bairros da Zona Sul. Pelo menos no quesito visibilidade. Os três bairros da Zona Norte, cercados por favelas (Turano, Salgueiro, Formiga, Andaraí, Borel, Macacos e São João) onde foram implantadas UPPs, têm policiamento mais ostensivo. Ontem à tarde, num percurso de 35km, uma equipe do GLOBO contou 37 policiais militares - o que dá mais de um por quilômetro. Eram 27 PMs circulando a pé, além de outros dez fazendo patrulhamento, em duplas, dentro cinco carros estacionados em esquinas da Tijuca.
Em todas as cabines da PM da região, policiais estavam a postos. Entre o Estácio e a Tijuca, nas ruas João Paulo I e Doutor Satamini, num trecho de 1.400 metros, duas cabines estavam devidamente ocupadas. Na Praça Edmundo Rego, no Grajaú, havia policiamento a pé, de quadriciclo e também um veículo da PM.
Nas ruas internas dos três bairros, não havia policiamento a pé, mas vários carros do 6 BPM (Tijuca) circulavam à tarde.
- Desde as UPPs, estamos vendo mais policiais pelas ruas, mas o perigo dos assaltos continua - disse Márcia dos Santos Araújo, que mora na Tijuca.
Para a antropóloga Jacqueline Muniz, professora da Universidade Candido Mendes e da Universidade Católica de Brasília, o resgate pacífico de territórios é fundamental. Mas, para seguir rumo à pacificação das favelas e garantir o patrulhamento no asfalto, é necessário haver um aumento de efetivo, para suprir um déficit histórico:
- Cerca de 8% do efetivo da PM estão empenhados nas UPPs. É necessário que estejam lá? Sim.
EMAIL RECEBIDO DE UM COLABORADOR
Prezados vizinhos,
informamos a todos os moradores e participantes da AMIPANEMA, PSI, E SUB-PREFEITURA que apesar de todos os esforços e mobilização social empreendida para retirada dos pontos de ônibus do entorno da Praça Gen.Osório, foram infrutíferos. Agora, notadamente na R. Teresa Aragão, após a reestruturação realizada nos transportes do bairro de Ipanema; colocaram mais DOIS PONTOS RELATIVOS ÀS LINHAS 740 E 400, ALÉM DA 125!
Assim, a pergunta maior é:- Porque nossas palusíveis reivindicações não são atendidas?
Cordialmente,
J.G.
informamos a todos os moradores e participantes da AMIPANEMA, PSI, E SUB-PREFEITURA que apesar de todos os esforços e mobilização social empreendida para retirada dos pontos de ônibus do entorno da Praça Gen.Osório, foram infrutíferos. Agora, notadamente na R. Teresa Aragão, após a reestruturação realizada nos transportes do bairro de Ipanema; colocaram mais DOIS PONTOS RELATIVOS ÀS LINHAS 740 E 400, ALÉM DA 125!
Assim, a pergunta maior é:- Porque nossas palusíveis reivindicações não são atendidas?
Cordialmente,
J.G.
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