METRÔ

Moradores protestam contra obra da linha 4 do metrô do Rio

Movimento "Metrô que o Rio precisa" defende o traçado original, governo teria estudo alternativo


Obras do metrô causam divergências entre o governo e moradores

(crédito: Andrevruas/WikimediaCommons)

Vanessa Cristani - Rio de Janeiro


As obras da linha 4 do metrô no Rio de Janeiro iniciaram em março do ano passado após uma espera de mais de 10 anos (o projeto foi licitado em 1997). Porém, discordâncias sobre qual é o melhor trajeto da nova linha, criadas entre associações de moradores de bairros da zona Sul e governo do estado, ainda causam polêmicas.

O movimento “Metrô que o Rio precisa”, criado em meados de 2010, defende o traçado original da linha 4 do metrô, que ligaria bairros da zona sul da cidade (Botafogo – desde o Morro São João -, Humaitá, Gávea e São Conrado) até o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, zona Oeste.

O site do movimento informa que um estudo alternativo incluiu no percurso o bairro do Jardim Botânico, além de uma ligação entre o Humaitá a Botafogo e Laranjeiras, na zona Sul e Largo da Carioca, no centro da cidade. A Secretaria estadual de Transporte, por sua vez, defende que a linha 4 saia da zona Sul, na estação General Osório, em Ipanema, inaugurada há dois anos, passando por novas estações que serão criadas em Ipanema e Leblon (Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e seguindo em linha reta até a Barra.

Segundo a presidente da Associação de Moradores do Leblon, Evelyn Rosenzweig, o traçado antigo contemplaria mais pessoas. “A maioria dos moradores do Leblon, por exemplo, não anda de metrô, diferentemente dos passageiros de outros bairros da zona sul”, disse. Além disso, Evelyn afirma que o movimento apoia a extensão do metrô até o terminal Alvorada, na Barra, já que a proposta do governo é de levar o transporte até o Jardim Oceânico, que fica no começo do bairro. “Se o metrô seguir até o terminal Alvorada poderá transportar muito mais gente”, conclui.

O valor das obras está avaliado em R$ 5 bilhões e o prazo de conclusão é dezembro de 2015.

Em enquete, moradores de Ipanema são contrários à construção do metrô

Segundo informações do Jornal O Globo, integrantes do Projeto de Segurança de Ipanema (PSI) entregaram ao Ministério Público uma enquete feita juntos aos moradores do bairro demonstrando contrariedade em relação às obras da linha 4 do metrô no bairro e a futura construção de uma das estações do metrô na Praça Nossa Senhora da Paz.

Além disso, os moradores alegam que a praça é tombada desde 2003. De acordo com O Globo a Secretaria estadual de Transportes disse que a construção da estação é necessária, pois sem ela a distância entre as outras duas estações (General Osório à estação Jardim de Alah) ultrapassaria o limite de mil metros entre as estações, uma vez que a distância entre as duas seria de 1.800 metros.

PRAÇA NOSSA SENHORA DA PAZ



.Enviado por Simone Avellar -


.Metrô na Nossa Senhora da Paz, não!

Inconformados com a construção da Estação Nossa Senhora da Paz, confirmada pela Secretaria Estadual de Transportes como parte do desenho da Linha 4 do Metrô, Ignez Barreto e outros integrantes do Projeto de Segurança de Ipanema (PSI) decidiram fazer uma enquete sobre o tema pelas ruas do bairro.O resultado foi o que eles já imaginavam: em um universo de 1.291 pessoas consultadas, 1.168 se mostraram contrárias à obra. O grupo apresentou o resultado ao Ministério Público, com o objetivo de tentar impedir que a estação saia do papel.

— Moro em Ipanema há mais de 40 anos. Tenho uma relação sentimental com a praça. Quando meus filhos eram pequenos, sempre os levava para brincar ali. Não consigo aceitar. Destruir a Nossa Senhora da Paz, para nós, representaria um desmatamento na Amazônia — compara a paisagista Nazaré Cunha.

Os moradores também alegam que a praça é tombada desde 2003.

— Um bem é tombado ou não é. Eles estão fazendo uma grande confusão. Uma obra como esta do metrô descaracterizaria totalmente a praça. E, teoricamente, não poderia ser feita — pondera a aposentada Maria da Graça Fabor, conselheira da Associação de Moradores Recanto de Ipanema.

PSI - INFORMA


Enviado por Ana Cláudia Guimarães -

HOMOFOBIA?


Calma, gente!


A clínica Odontologia Diferenciada, especializada em clientes GLS, se diz vítima de homofobia no prédio onde está instalada na Visconde de Pirajá, em Ipanema. A dentista Sandra Pacheco Moraes, dona do espaço, entrou na justiça contra o condomínio depois de ter tido a sua placa, no térreo do prédio, pichada, como mostra a foto.

Ela acredita que é uma questão de homofobia. Desde que se mudaram, segundo ela, a clínica estaria sofrendo "seguidas tentativas de boicote, como impedimento de técnicos da Light de realizar troca de voltagem. Ela também teria recebido email chamando o espaço de “casa da mãe Joana”.

ARPOADOR









Ondas fortes atingem o Arpoador
Rio - Fortes ondas foram vistas nesta quinta-feira na Praia do Arpoador, em Ipanema. Mais cedo, o Centro de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil informou que outras praias também tiveram registros de ondas que variam entre 1,5m a 2m.