REUNIÃO DE SÍNDICOS DE IPANEMA E LEBLON





REUNIÃO DE SÍNDICOS DE IPANEMA E LEBLON PARA DECIDIREM O QUE FAZER CONTRA AS OBRAS QUE ESTÃO ABALANDO OS  EDIFÍCIOS

REUNIÃO - CRATERAS DA BARÃO DA TORRE

Sábado dia 24/05 às 10 horas da manhã, no auditório do edifício 330, da Rua Visconde de Pirajá, haverá outra reunião para adesão dos condomínios. 
Precisamos estar atentos que essa é uma batalha duríssima, visto o que o governo fez com nossa praça (Nossa Senhora da Paz). É esperada a maior adesão possível de condomínios, por favor quem for síndico, solicitar Assembléia Geral Extraordinária, para aderir. Até o presente momento, cinco condomínios estão fazendo parte, mas precisamos aumentar esse número para que juntos, possamos arcar com perícia independente de geólogos e engenheiros, porque os do governo estão desinformando a população.
Fiquei mais assombrada, quando o advogado da causa, levantou-se e informou que para desabamento, não existe seguro. Então tá! O Governo do Estado, vem, perfura a rua, desaba tudo e fica por isso mesmo!
Por isso precisamos de TOTAL MOBILIZAÇÃO! Quem for síndico e puder adiantar, agradeço, quem conhecer o síndico de seu prédio, por favor informe-o. Quanto mais condomínios houver nessa briga, mais chance teremos para exigir transparência dos responsáveis

CARTA PARA O JORNAL "O GLOBO"

Em apenas cinco meses ocorreram dois grandes acidentes relacionados com as obras da Linha4 do Metrô, em Ipanema : Em 15/12/2013 pedras rolaram do Maciço do Cantagalo, atingindo 4 (quatro) pavimentos de um Condomínio na Rua Alberto de Campos. Não foram pedrinhas desprezíveis : Pedregulho de até 4 metros de altura entrou na garagem , conforme mostrado em foto desse jornal. No Maciço estão sendo realizadas obras para o Túnel de Ventilação do referido Metrô - explosões vigorosas, diárias, duas vezes ao dia .  No dia 11 de maio ultimo, novo acidente, desta vez na Rua Barão da Torre , levando pânico aos moradores da região. Divulgado o laudo , o engenheiro Aluísio Coutinho , do consórcio responsável pela obra da Linha4 do metrô declara que o acidente foi causado " por um comportamento anômalo " , e que a movimentação foi " pontual ". Pelo acima exposto - Não foi ! Em dezembro/2013 houve movimentação na rocha ( Maciço ) e , agora , maio/2014, no solo arenoso. No dia 21/7/2012 na seção "Eu-Repórter " OGLOBO publicava  foto do leitor Cesar Ramos Filho , demostrando a apreensão dos moradores, mencionando pedras  " desprendidas " do Maciço que acertaram seus carros. A Defesa Civil contatada pelo jornal  , naquela ocasião , não identificou " riscos imediatos " - que vieram a ocorrer em dezembro/2013, com maior gravidade. Agora dizem que vão paralisar as obras por cerca de 45 - 60 dias. Será por causa da repercussão na mídia internacional que um acidente maior poderia ter  em plena realização da  Copa do Mundo ? Como dizia aquele personagem do Jô Soares : " Tira o tubo  ! MGF

MEDO !

Oferecimento

Faixas mostram medo de moradores após rua afundar com obra da Linha 4

Por   | Para: CBN Foz
Cartazes protestam contra obras do metrô em Ipanema, Zona Sul (Foto: Reprodução / TV Globo)Cartazes protestam contra obras do metrô em Ipanema, Zona Sul (Foto: Reprodução / TV Globo)
Moradores de Ipanema, na Zona Sul do Rio, espalharam faixas pelas janelas dos edifícios e pediram mais transparência nas obras da Linha 4 do metrô. Cartazes como "Obras metrô SOS." e "Estamos com medo" puderam ser vistas nesta terça-feira (20). O Consórcio da Linha 4 informou que a cratera que se abriu em Ipanema, no dia 11 de maio, foi ocasionada "por um comportamento anormal e pontual na face de uma rocha fraturada durante a escavação do túnel do metrô no subsolo da via". 
'Estamos com medo', diz cartaz (Foto: Reprodução / TV Globo)'Estamos com medo', diz cartaz (Foto:
Reprodução / TV Globo)
Em nota, o consórcio afirmou que a rocha se desprendeu e afetou outros blocos, ocasionando a descompactação do terreno.
Desde que o buraco se abriu na Rua Barão da Torre, em Ipanema, as escavações da Linha 4 do metrô estão suspensas e devem continuar paradas na Barão da Torre, local do afundamento, de 45 a 60 dias para tratamento do solo, segundo o gerente de produção da obra, Aluísio Coutinho Júnior. Ele garante que não houve erro na operação, e que o desprendimento de uma rocha dessas características nessa área, considerada de transição entre escavação de área sólida e de areia, é "anômalo".
"Esse método (escavação com o equipamento conhecido comoTatuzão) foi o que limitou o problema. Se fosse outro método de escavação a proporção seria maior. A probabilidade disso acontecer de novo é muito pequena, muito baixa, nos cerca de 20 metros de terreno de transição que ainda falta de ser escavado", explicou.

Ainda segundo Coutinho, aquele trecho da Rua Barão da Torre é de transição entre solo rochoso e solo arenoso. Para minimizar a diferença entre as características dos dois solos, foi injetado cimento no ponto de transição. Foi isso que, segundo ele, garantiu que o incidente fosse localizado. Ele destacou ainda que o traçado para escavação foi planejado para que, em terreno arenoso, o Tatuzão não passasse sob os prédios.
Para que as escavações sejam retomadas naquele trecho, o consórcio irá injetar mais cimento "por cautela, por segurança", ressaltou Coutinho.
Operários do consórcio Linha 4 do metrô trabalham na Barão da Torre em frente ao edificio 137 em Ipanema, onde um buraco se abriu na frente do prédio (Foto: Antônio Scorza/Agência O Globo)Operários do consórcio Linha 4 do metrô trabalham na Barão da Torre em frente ao edificio 137 em Ipanema, onde um buraco se abriu na frente do prédio (Foto: Antônio Scorza/Agência O Globo)
O vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura seção Rio de Janeiro(Crea-RJ), Manoel Lapa, considera que o incidente na Rua Barão da Torre foi, de fato, algo pontual. "Obra de túnel como essa é muito mais complexa que fazer uma ponte ou viaduto porque você trabalha com um material muito heterogêneo, que é o solo", avaliou.

Lapa considera ainda que são mínimas as chances de outros acidentes ocorrerem com a retomada das escavações. "A região crítica é realmente a transição da rocha para a areia. Dali [da Rua Barão da Torre] pra frente vão pegar só areia. A possibilidade de acontecer acidentes com o tatuzão daqui pra frente é muito menor", avaliou, garantindo que o Crea-RJ acompanhará de perto a continuidade das escavações.
Método ideial
O estudo mostrou ainda que quatro fatores foram essenciais para que o incidente tivesse sido localizado e restrito: o método de escavação empregado, o tratamento prévio do solo, o monitoramento da estabilidade do terreno e das edificações do entorno e a aplicação do Plano de Contingência e Emergência de forma eficiente.
O consórcio ressaltou que quando o primeiro desnível na superfície foi constatado, a área foi isolada, a escavação suspensa e verificou-se que não havia nenhum risco para as fundações dos edifícios do entorno, pois tratava-se de um evento localizado. Com a área isolada, os serviços de água e gás foram interrompidos e as cavidades, preenchidas com concreto.
Em uma obra deste porte, o consórcio informou que os imóveis do entorno das escavações dos túneis e estações são monitorados permanentemente. Os prédios receberam instrumentos que possibilitam o acompanhamento de como as edificações se comportam antes e durante as obras. Segundo os dados, todas as medições estão dentro dos limites esperados, sem risco para as edificações.
Os estudos de sondagens, investigações geológicas e ensaios de caracterização do subsolo que precederam a obra mostraram que o Tunnel Boring Machine (TBM), o 'Tatuzão', é o equipamento mais adequado e seguro para executar este tipo de obra na Zona Sul do Rio de Janeiro. Por este motivo, foi o método adotado e será mantido.
O Consórcio disse ainda que estudos identificaram a necessidade de fazer um tratamento prévio de solo na região da Rua Barão da Torre, por ser um trecho de desemboque na transição da rocha para a areia, com rochas fragmentadas e água – característica que não se repete nestas configurações ao longo do traçado do túnel. O Consórcio Linha 4 Sul injetou calda de cimento no subsolo antes de iniciar as escavações, para minimizar a diferença entre as características de materiais encontrados no terreno. Este procedimento contribuiu para que o incidente tenha sido localizado, como mostra o resultado da análise do assentamento de solo na Barão da Torre.
"Para retomar a obra de construção do túnel entre Ipanema e Gávea, o Consórcio vai iniciar nos próximos dias serviços que devolvam a coesão ao terreno. Serão feitas injeções de cimento no solo, além de adotadas outras medidas no processo de escavação para evitar novos incidentes, com o uso de polímero de alta densidade aliado a material selante", concluiu a nota.