METRÔ

24/02/2014 18h51 - Atualizado em 24/02/2014 18h58

Primeiros trilhos da Linha 4 do Metrô começam a ser instalados em março

Trecho terá 1,1 mil trilhos, cada um com 18 metros de comprimento.
Mais de 300 mil pessoas devem utilizar o transporte, previsto para 2016.

Do G1 Rio



Trilhos da Linha 4 do Metrô já estão no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/ Consórcio Construtor Rio Barra )Trilhos da Linha 4 do Metrô já estão no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/ Consórcio Construtor Rio Barra )

Os trilhos do túnel da Linha 4 do Metrô, que vai ligar a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, a Ipanema, Zona Sul, já estão no Rio de Janeiro e serão instalados a partir de março. Cada trilho tem 18 metros de comprimento e pesa mais de uma tonelada e veio ao país de navio da Espanha.
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O trecho de cinco quilômetros será preenchido por mais de 1,1 mil trilhos. A carga que está na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, é apenas o primeiro lote do material. A partir de 2016, mais de 300 mil pessoas vão utilizar o transporte por dia.
Estações
Serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A Linha 4 do Metrô entra em operação após passar por uma fase de testes.
O material chegou de navio da Espanha e será instalado em Março (Foto: Divulgação/ Consórcio Construtor Rio Barra )O material chegou de navio da Espanha e será instalado em Março (Foto: Divulgação/ Consórcio Construtor Rio Barra )

MENORES !!!!

Menores tentam assaltar ciclista em Ipanema

  • Após a tentativa de roubo, dono da bicicleta agride um dos adolescentes

Rafael Nascimento (Email · Facebook · Twitter)

RIO — A tentativa de fazer justiça com as próprias mãos parece estar se tornando rotina no Rio. A cena se repediu na noite desta sexta-feira, na Rua Visconde de Pirajá, na altura da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema: dois menores tentaram roubar a bicicleta de um homem que circulava pelo local, mas foram surpreendidos pela reação do ciclista. De súbito, os algozes se tornaram vítimas e, na falta de um policial que pudesse mediar o conflito, o dono da bicicleta agiu por conta própria, atacando os dois ladrões.

Um dos menores, assustado com a reação do ciclista, fugiu. O outro — não tão veloz — acabou recebendo a carga de fúria sozinho. Enquanto levava tapas e socos, já no chão, uma pequena aglomeração de pessoas se formou ao redor daquele tumulto: muitos defendiam a atitude do rapaz que quase foi roubado, enquanto outros repudiaram as agressões. Até aquele momento, apesar de, segundo testemunhas ter sido chamada, a polícia nem poderia ser considerada coadjuvante na história, já que sequer tinha chegado ao local.

Após a confusão, quando os ânimos de todos já estavam amainados, os policiais chegaram. No fim, eles liberaram o menor, que correu em meio aos carros da via, e sumiu aos olhos daqueles que presenciaram o fato. Para todos os efeitos, apesar de um homem quase ter sido roubado e um menor ter sido agredido, o fato, oficialmente, não aconteceu, já que nenhuma ocorrência foi registrada na 14ª DP (Leblon).

VERGONHA ! POVO PORCO !


Frederico Mendes granderio@oglobo.com.br

Cinzas e lixo no paraíso do Arpoador

Enquanto pôr do sol é aplaudido, lixo deixado por visitantes merece vaias

Sacos plásticos, copos e garrafas se acumulam sobre a Pedra do Arpoador, procurada por quem quer assistir a um belo pôr do sol Foto: Frederico Mendes / Divulgação
Sacos plásticos, copos e garrafas se acumulam sobre a Pedra do Arpoador, procurada por quem quer assistir a um belo pôr do sol Frederico Mendes / Divulgação
Cariocas, nascidos no Rio ou em qualquer outro lugar do planeta, sabem que o pôr do sol mais bonito é visto do Arpoador no verão. Ali, entre novembro e fevereiro, o sol se esconde dentro do mar. Sentados, como em arquibancada de antigo Fla-Flu, aplaudem o crepúsculo, ato que já virou clichê no folclore da cidade, assim como jogar moedas nas fontes romanas ou prender cadeados nas pontes de Paris. Mas o lixo deixado pelos visitantes merece vaias.
“Vago na lua deserta das pedras do Arpoador”. O verso, que Cazuza cantava em 1988, hoje, onde antes se lia deserta, lê-se lotada. Na geografia privilegiada, o Arpoador nestes mesmos meses também admira a aurora, do outro lado da pedra. Na ditadura militar, em nome da segurança nacional, de noite era proibido o acesso à rocha. O largo virava drive-in perfeito para ver corridas de submarinos de dentro dos Fuscas — naqueles anos de chumbo, pau e pedras, paz e amor, dava para ir de carro até o final da rua. Um namoródromo sob a proteção dos recrutas do Forte que patrulhavam o local, isto é, verdadeiro sexo seguro. Em meados dos anos 1980, o trecho da rua foi fechado, e o acesso agora é restrito aos moradores.
Hoje, o nascer do sol ou da lua é point de encontro de todas as tribos. Nas madrugadas, centenas de jovens festejam nas pedras esperando o dia e deixam garrafas, latas, plásticos e guimbas, apesar das 18 caçambas de lixo nas pedras. Tudo isso sob o olhar de Joel de Oliveira, que há 21 anos recolhe em ritual matinal o lixo nos jardins que ele teima em cuidar. Ele já plantou 280 árvores e sofre cada vez que suas crias são pisadas pelo povo.
— Aplaudem o sol, mas não recolhem o seu lixo e ainda picham as pedras. Digo: “mija ali, onde o mar lava”. Os caminhões-pipa não podem subir para lavar detritos corporais, e o cheiro assusta. Só a chuva lava a urina. É que nem enxugar gelo. Limpo hoje, amanhã está sujo de novo — explica.
É o jeitinho brasileiro para o mito de Sísifo, personagem da mitologia grega, condenado pelos deuses a empurrar pesada pedra até o topo de um morro e logo vê-la desabar morro abaixo e assim recomeçar a tarefa até a eternidade e além.
O que impressiona é que, depois de tantos anos de campanhas pró-ecologia nas escolas e na mídia, ainda joguem lixo no chão para que outros catem.
*Frederico Mendes é fotógrafo e prepara um livro sobre o Arpoador com texto de Gilberto Braga


TARADO NA PRAIA


Tarado na praia 
Teve gente estranhando a bronca que um vendedor de queijo coalho deu num homem com pinta de estrangeiro, domingo, no Posto 10. “Vou te dar uma surra, rapaz!”, gritava o camelô. A turma do deixa disso já cogitava chamar a Polícia, quando o vendedor então explicou o motivo de tanta ira: ele flagrou o gringo —, que foi embora de fininho —, se masturbando em público.