VERÃO 2010

Verão carioca será de cores fluorescentes e música sertaneja

Entre o funk e o samba, ritmo ganha espaço e conquista novos fãs.

Na gastronomia do calor, yogoberry vira febre saudável na cidade.

Alícia Uchôa
Do G1, no Rio

Ainda falta um mês para a chegada oficial do verão, mas pelo calor, chuvas fortes, e o movimento nas praias do Rio, dá para ver que a estação já chegou por aqui. Nas ruas e nas areias da cidade, as tendências trazem cores fortes, sobremesas geladas e uma invasão de música sertaneja.

Nas praias, os biquínis com laterais mais largas vão, finalmente, ganhando o corpo das cariocas, muitos com estampas de oncinha. No mundo das cangas, já se pode ver algumas de tecidos mais finos, sobretudo nas areias de Ipanema e Leblon, imitando lenços e com estampas florais, sendo vendidas por vendedores ambulantes e cobiçadas pela mulherada.

Praia e pós-praia gelados

Uma vez na areia, do Leme ao Pontal, uma proliferação de vendedores de sacolé – também conhecido como chup-chup ou dindin em outras regiões do país -, que começou em Ipanema e expandiu seus domínios praianos com sucesso. Feitos com leite, os sabores vão de chocolate e morango ao leite, passando por mousse de maracujá e açaí.

No pós-praia, a onda é definitivamente o yogoberry. Presente em cada esquina do Rio, o iogurte com textura de sorvete, servido com frutas e com baixo percentual de gordura, é febre por aqui e disputa as atenções com quiosques de sucos e salada de frutas montadas na hora, que também vêm se multiplicando.

“Eu e minha irmã, que é nutricionista, trabalhávamos na Varig em Los Angeles, e, em 2006, a empresa acabou de vez e ficamos desempregadas. Conhecemos o produto e achamos que era a cara do Brasil e de Ipanema: saboroso e saudável. Começamos em 2007 com uma loja em Ipanema e até dezembro já vamos ter 30”, conta a ex-comissária Um Ae Hong, dona da marca por aqui.

Sertanejo carioca

Quando o assunto é música, os agitadores culturais de funk e samba que se cuidem. A moda sertaneja não para de conseguir novos adeptos no Rio. Às terças, o badalado Lapa 40º recebe o Festival Rio Sertanejo, que migra para o Namastê Club, na Gávea, toda quinta. Neste dia 19, os convidados são Zé Henrique e Gabriel. Também às quintas, o ritmo toma conta da 021, na Barra da Tijuca, com o Quintaneja.

“A gente estava querendo trabalhar nomes de alguns artistas e percebemos que o Rio tinha um potencial, mas precisávamos desenvolver ações pontuais pra valorizar o gênero aqui. Era uma questão comportamental e resolvemos, então, criar o festival. Por incrível que pareça, além das pessoas de fora que moram na cidade, as cariocas também estão adorando, cantam tudo”, conta Joselito Cerqueira, um dos organizadores do Festival Rio Sertanejo, que fica na cidade até o fim do verão, apresentando um, até pouco tempo impensável, concurso de berrante e touro mecânico.

Neon na moda

Para vestir, a estação promete ser mais colorida e iluminada do que nunca. As cores fluorescentes, que chegam com o nome de neon, vêm não só nas roupas, mas em sandálias e acessórios, como bijus e bolsas. Quase acessas, rosa, amarelo, laranja e verde ‘acendem’ o visual deste verão das maneiras mais diferentes possíveis.

VIOLÊNCIA



Morte no Arpoador traz à tona discussão sobre a necessidade de ampliar o uso de armas não letais


O Globo

RIO - A morte de um homem trouxe à tona a discussão sobre a necessidade de ampliar o uso de armas não letais pela PM. O homem foi morto a tiros por policiais militares , após ele reagir à abordagem dos agentes. Ele também já havia ameaçado banhistas com uma faca. Para o diretor da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (Abseg), Vinícius Cavalcante, nesses casos, o uso de armas não letais (como gás de pimenta ou arma de descarga elétrica) evita o risco de ferir civis.

Um dos responsáveis pela criação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Guarda Municipal, o coronel Paulo Cesar Amendola também defendeu o emprego de armas não letais em situações como a ocorrida no Arpoador. O oficial ressaltou o alto risco de usar arma de fogo no meio da multidão. Para Amendola, a disseminação de armas não letais na tropa da PM é necessária. O coronel acrescentou, no entanto, que os policiais precisam receber treinamento constante para atuar nesse tipo de ação.

O porta-voz da PM, capitão Ivan Blaz, disse que a corporação já usa armas não letais. Segundo ele, os policiais atuam com Taser (pistola que dispara um dardo com um fio que provoca paralisia ao encostar no suspeito), gás de pimenta e bastões retráteis.

- A situação no Arpoador foi um caso excepcional, em que o policial fez um uso progressivo da força. O Taser não é adequado para locais com grande acúmulo de pessoas. É importante frisar que até mesmo a arma pretensamente menos letal pode matar - disse o porta-voz da PM.

VERÃO 2010



Verão

Proibição de venda de coco na areia das praias gera polêmica

O Globo

RIO - A água da fruta pode ser doce, mas a decisão da prefeitura de proibir a venda de coco verde nas areias das praias do Rio está deixando um gosto amargo na boca dos cariocas. Na manhã de ontem, banhistas que aproveitaram o feriado de sol na orla da Zona Sul não pouparam críticas em relação à medida, que está em fase de regulamentação e deve começar a valer assim que forem instaladas as novas barracas da orla, a partir de 1 de dezembro. Somente os quiosques terão licença para vender o produto, que poderá ser consumido na areia.

Quem está acostumado ao conforto de ser servido pelos barraqueiros diz que não terá coragem de ir ao calçadão, debaixo do sol escaldante, comprar coco:

- Não deveria sair essa proibição. Acho uma arbitrariedade. Se tiver que ir ao quiosque, eu não vou - disse a aposentada Wilma Brito, na Praia de Ipanema.

A proibição é uma iniciativa do Comitê Gestor da Orla, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, que apresenta duas justificativas para a decisão: preservar a saúde dos consumidores e evitar o acúmulo de lixo nas praias. De acordo com a Comlurb, as cascas de coco respondem a 60% do volume diário de lixo recolhido nas areias. Na alta temporada, são retiradas de 60 a 70 toneladas das praias nos dias de semana; nos sábados e domingos, de cem a 180 toneladas.

Segundo a prefeitura, em vez de vender o fruto ao natural, as barracas poderão vender água de coco em caixinha ou garrafa. Os quiosqueiros também serão orientados a servir o produto em copos plásticos.

CHOQUE DE ORDEM

Operação em feira livre de Ipanema recolhe uma tonelada de frutas vendidas irregularmente e entulhos

O Globo

RIO - A prefeitura recolheu cerca de 700 quilos de frutas e vegetais que eram vendidos por ambulantes ou pessoas não cadastradas em barracas que estavam fora da área delimitada da feira livre da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Foram retirados ainda 400 quilos de entulhos. Uma peixaria foi notificada por esconder produtos dos ambulantes. As frutas e vegetais foram doados para a Casa Maternal Mello Matos, no Jardim Botânico, que atua como internato e externato de pessoas carentes e ainda repassa doações para outras instituições de caridade.
O administrador regional Bernardo Carvalho, que coordenou a operação, explicou que a ação foi motivada por denúncias de moradores que reclamam da falta de ordem da feira.