POLÊMICA


Carnaval de Rua

Gigantismo coloca os blocos na berlinda

O Globo

RIO - A temporada de blocos de carnaval acabou há menos de duas semanas, deixando saudades em milhares de foliões, mas também um sentimento de alívio nos moradores do Rio que não nasceram dispostos a passar horas e horas pulando atrás de um carro de som. De acordo com reportagem publicada na edição desta domingo do jornal O Globo , para achar o delicado ponto de equilíbrio entre a turma que só quer saber de samba, suor e cerveja e acha que no carnaval vale tudo (inclusive fazer xixi no meio da rua), e aquela que odeia ficar presa nos engarrafamentos e sentir cheiro de urina, a prefeitura e os organizadores dos blocos já discutem o que fazer para que o carnaval de 2010 não seja igual àquele que passou.
Um dos desafios é pôr ordem na manifestação: neste carnaval, 400 blocos foram às ruas, sendo que apenas 120 com o aval da prefeitura:

- O desafio é organizar a festa sem deixar que ela perca a espontaneidade. O bloco tem que pular por onde quiser, do jeito que bem entender - defende Cláudio Pinheiro, fundador da Banda de Ipanema.

Presidente da Associação de Moradores de Ipanema, Maria Amélia Loureiro discorda. Ela até gosta de ver a banda passar, mas desde que seja bem longe da orla:

- Este ano foi um horror. Minha sugestão é levar os blocos para o Centro do Rio, que não é residencial e tem ruas mais largas. Lá, podem fazer barulho à vontade 24 horas por dia. Até facilitaria a polícia, que deslocaria seu efetivo para um só lugar.

PARAÍSO EM IPANEMA


Rio tem dia mais quente do ano; previsão é de chuvas fortes em abril

Eduardo Tavares, Jornal do Brasil

RIO - O Rio viveu nesta sexta o dia mais quente do ano e quebrou seu recorde com a máxima de 39,3º na Praça Mauá. Segundo especialistas, o forte calor que levou os cariocas a abrirem guarda-chuvas para escapar do sol é fruto de dois fatores: o verão, que chegou atrasado, e uma massa de ar quente estacionada no Brasil Central.

Paradoxalmente, quem tentou se refrescar na Barra sofreu com a poluição do Canal de Marapendi, no trecho entre o Quebra-Mar e o Pepê. Como sempre, a mesma ameaça: as algas hepatotóxicas, que se proliferam rapidamente com o calor e a poluição e prometem infernizar os banhistas caso o calor continue.

– Essa massa impede que as frentes frias cheguem até o Rio. Elas são empurradas para o alto mar – explicou o ambientalista David Zee, professor do Departamento de Oceanografia da Uerj.
Segundo Zee, o verão entrou atrasado este ano, por isso os cariocas estão sofrendo com as elevadas temperaturas faltando apenas duas semanas para o fim da estação.

– As águas de março, na verdade, serão as águas de abril, este ano. Com este cenário de calor intenso, é bom os governantes ficarem atentos para os temporais – alertou. – A estação se desenvolverá com dias quentes após o mês de março.

De acordo com outro ambientalista, Mário Moscatelli, as altas temperaturas poderão comprometer ainda mais a qualidade do mar.

– O calor exagerado pode acarretar consequências desastrosas para os banhistas – afirmou. – Uma delas é a proliferação descontrolada das cianobactérias nas lagoas de Jacarepaguá.
Segundo Moscatelli, as águas da Bacia de Jacarepaguá, que desembocam na Barra, se tornarão “sopas de algas hepatotóxicas”.

– Elas atacam o fígado dos banhistas – frisou Moscatelli. – Quanto ao calor exagerado, os bairros afastados das áreas verdes, onde existe concentração de concreto edificado, sofrerão mais, já que não experimentarão a variação de clima frio durante o período da noite. O concreto age como uma estufa.

O recorde de temperatura registrado ontem também apresentou uma contradição nas praias do Rio. Enquanto em Ipanema os banhistas dispensaram os chuveirinhos para aproveitar o mar com águas transparentes, na Barra, altura do Quebra-Mar, o mau cheiro e a mancha escura na faixa de arrebentação irritou os frequentadores.

– A situação da Praia da Barra no trecho entre o Quebra-Mar e o Pepê me desanimou. Nestes dias em que a temperatura atinge os 40º, chego suada da faculdade, com vontade de dar um mergulho e desisto quando piso no calçadão, tamanho é o fedor da água – reclamou a estudante Ana Lima, moradora do Jardim Oceânico. – A opção passa a ser a pequena piscina do meu condomínio, sempre repleta de crianças. Pelo visto quem mora na Zona Sul é privilegiado nesse aspecto – disse.

O panorama da Praia da Barra contrastava com o cenário paradisíaco em Ipanema.

– A praia tem estado maravilhosa. Dispensei os concorridos chuveirinhos das barracas. Ipanema está como Cancun – elogiou a professora Bárbara Amorelli.
Segundo David Zee, o contraste apresentado entre a qualidade da água nas praias da Barra e de Ipanema se deve principalmente a um descaso de governos passados frente a questão do saneamento básico na Zona Oeste.

– Enquanto a Zona Sul conta com um interceptor oceânico que corre ao longo da orla, levando o esgoto das residências para o Emissário Submarino de Ipanema, que posteriormente lança os detritos a 2 km da costa, na Zona Oeste a história é outra – explica. – O emissário da Barra opera em fase inicial há praticamente um ano. Muitos condomínios ainda lançam esgoto nas lagoas e canais da região que chegam ao Canal da Joatinga e desembocam na Praia do Quebra-Mar.

ABUSO !

Enviado por Aydano André Motta -

Fala sério

O abusado do Arpoador

Quarta, perto de 14h, no Arpoador, um rapaz dava banho no seu cão, um weimaraner, acredite, nos chuveiros do posto 7, destinados aos banhistas (que, aliás, pagam R$ 1 pelo serviço). O sem-noção lavava seu au-au em meio a crianças, mulheres, etc.
Um outro homem, indignado com a cena, foi interpelar o abusado. O sujeito avisou que iria continuar e, como era policial, não havia ninguem capaz de impedi-lo. Os funcionários do posto assistiram à cena, sem nada fazer.

E MAIL DE UM COLABORADOR

Esse email foi mandado para o Sr.Rodrigo Bethlem,pela desordem urbana e para o Sr.Celso Junius,representante de Parques e Jardins,pelo absurdo cometido pelos flanelinhas,em relação à retirada de árvores récem plantadas.

Sr.Secretário,

Alguns pessoas não entenderam que queremos um bairro organizado, sem desordem. O Bar e Restaurante Conversa Fiada, localizado na Rua Vinicius de Moraes, 75, continua tomando conta da calçada, colocando jardineiras e mesas, impedindo que os pedestres passem pela mesma. E ainda colocando cones à noite para guardar vagas para seus clientes.

Na rua Vinícius de Moraes, entre Visconde de Pirajá e Prudente de Moraes, existem 3 carrrinhos "burro sem rabo" impedindo também a passagem dos transeuntes.

Na Praça N.Sra. da Paz , na Rua Joana Angélica, foram tiradas 2 árvores de pau-brasil, que foram recentemente plantadas pela Prefeitura e foram retiradas pelos flanelinhas, para fazer a calçada como estacionamento, nos sábados e domingos.

Também se nota, que aos sábados e domingos, o número de moradores de rua, cresce bastante , deixando claramente ver que, oriundos de outros lugares do Rio, eles aguardam os finais de semana para virem para Ipanema onde procuram ganhar esmolas , e com isso, importunam pessoas e fazem daqui um verdadeiro "hotel" nas ruas nobres do bairro.

Além disso, o número de flanelinhas nas Ruas Vinicius de Moraes, Joana Angélica e Barão da Torre está aumentando consideravelmente, inclusive estipularam o "valor de 10,00 reais" como taxa obrigatória, um absurdo!!!

Solicitamos, mais uma vez, seus préstimos.

Atenciosamente,

Voluntário do PSI