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Polícia identifica bando que assaltou turistas em Ipanema

Os irmãos Alexandre e Adriano Silva Rodrigues, Wanderson da Silva Souza e um menor de idade são os assaltantes flagrados pelo DIA na última sexta-feira

FRANCISCO EDSON ALVES
Adriano da Silva Rodrigues já foi preso por roubo a turistas
Foto:  Divulgação / Polícia Civil
Rio - Policiais da 14ª DP (Leblon) identificaram três integrantes de uma gangue que roubou um casal de turistas de Brasília na Praia de Ipanema na sexta-feira, conforme O DIAmostrou com exclusividade. O quarto homem, que seria menor de idade, ainda não foi identificado. O pedido de prisão temporária pelo crime de roubo qualificado já foi encaminhado à Justiça. Dois dos acusados, Alexandre da Silva Rodrigues, de 24 anos, e Adriano Silva Rodrigues, 25, são irmãos e moram na comunidade de Cantagalo, em Copacabana. Já Wanderson da Silva Souza, 18, possui mandado de busca e apreensão.
“Todos eles já têm passagem pela polícia. A prisão deles é questão de tempo”, afirmou a delegada da 14ª DP, Monique Vidal, que solicitou as fotos ao DIA . Segundo ela, Alexandre responde por furto, posse de explosivo e resistência à prisão. Adriano, por sua vez, já foi denunciado por ameaça e dois futos a turistas, e Wanderson, por duas tentativas de furto a turistas, furto consumado, tráfico de drogas e jogo de azar.
Na sexta-feira, o casal de turistas estava caminhando na beira do mar, quando um assaltante vestido de camisa e bermuda laranja se aproximou e puxou o cordão dele. A vítima perseguiu o ladrão, que aparentava ser menor de idade, e conseguiu derrubá-lo. Mas em seguida três comparsas o enfrentaram. Um deles ainda deu uma paulada na cabeça do turista.
Alexandre da Silva Rodrigues, de 24 anos, tem passagem pela polícia por furto, posse de explosivo e resistência
Foto:  Divulgação / Polícia Civil
O casal, que não se identificou com medo de represália, não registrou queixa na delegacia, e alegou ter esperado 40 minutos pela chegada de uma viatura da Polícia Militar, acionada pelo 190. Em nota a PM, porém, afirma que uma patrulha chegou ao local 25 minutos depois do chamado, que teria sido feito às 14h02: “Em 25 minutos os policiais chegaram ao local solicitado. Lá não foi localizado nem solicitante, nem suspeitos. As 14h45 encerraram a ocorrência por não localizar nenhum solicitante. O policiamento do local é feito por dois carrinhos elétricos e uma viatura nessa quadra da praia”, diz o texto.
Wanderson da Silva Souza, de 18 anos, possui mandado de busca e apreensão
Foto:  Divulgação / Polícia Civil
O Rio, que enfrenta criminalidade crescente desde 2013, segundo o sociólogo especialista em violência urbana Ignácio Cano, sofre mais um golpe com o episódio. “O impacto de um caso desses, que acontece em um bairro turístico, às vésperas de um grande evento como a Copa do Mundo, é especialmente negativo para os turistas que vêm de outros países. Este é um momento em que tudo o que acontece no Brasil ganha grande visibilidade.”
Tipo de assalto é frequente
Comerciantes e moradores disseram neste sábado que este tipo de assalto é muito frequente no local, conforme conta a presidente da Associação de Moradores de Ipanema, Maria Amélia Loureiro: “Eles estão sempre acompanhados. Enquanto um comete o crime, os outros vigiam a área, e, se precisar, dão apoio ao que está à frente do assalto”.
“Essa turma de ladrões está sempre aqui, diariamente, e são sempre as mesmas pessoas. Não entendo como a polícia não os prende. Mesmo depois da reportagem, hoje (sábado) o que se vê é o mesmo de todo dia: raríssimos guardas”, reclama um comerciante da orla que não quis ser identificado.

MAIS UM !


CLEO GUIMARÃES10.5.2014 14h33m
 
O predinho na esquina da Barão da Torre com Joana Angélica, em Ipanema — onde, na década de 90, era a boate Barão com Joana — vai virar um restaurante do empresário da noite Waltinho Guimarães(Boox, The Room). O ator Paulo Gustavo é sócio. “É um mix de japonês contemporâneo e bar com DJ”, conta Waltinho.

METRÔ

Rua ao lado das obras do Metrô afunda em Ipanema

  • Duas crateras ficaram expostas na Barão da Torre
  • Moradores desceram dos apartamentos de madrugada, com medo de desabamento
ALESSANDRO LO-BIANCO (

Operários injetaram concreto em uma das crateras que abriu na Rua Barão da Torre, em Ipanema, ao lado das obras do Metrô
Foto: Eduardo Naddar / Eduardo Nadar / Agência O GLOBO
Operários injetaram concreto em uma das crateras que abriu na Rua Barão da Torre, em Ipanema, ao lado das obras do Metrô Eduardo Naddar / Eduardo Nadar / Agência O GLOBO
RIO — Após um forte barulho às 3h da madrugada deste domingo, parte da calçada da rua Barão da Torre — entre as ruas Teixeira de Melo e Farme de Amoedo, em Ipanema, na Zona Sul — afundou, deixando expostas duas crateras na via. Com o afundamento da via, que fica ao lado das obras do Metrô da estação General Osório (Linha 4), o portão do edifício 137 ruiu, e diversos moradores desceram com medo que o prédio também desabe. Até as 8h20, nenhuma autoridade compareceu ao local para prestar explicações, nem mesmo a Defesa Civil, principal queixa dos moradoes. A rua foi isolada, com acesso apenas para os moradores.
De acordo com o Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras da Linha 4 do metrô entre Ipanema e Gávea, o problema foi ocasionado por um assentamento de solo, e não há risco para as edificações do entorno. Entretanto, diversos moradores desceram de seus apartamentos assustados e mostraram rachaduras na portaria dos prédios em que moram surgidas após o afundamento da via.
Segundo o síndico do Edifício 137, Hamilton Ferreira, parte da entrada da portaria desabou e parte da área interna do prédio também afundou. Até as 6h30m, engenheiros estavam no local fazendo a medição do imóvel para avaliar os riscos.
— Ontem (sexta-feira), eles já passaram o dia todo contendo um vazamento na rua. Essa obra tinha previsão de terminar no final do ano, e até agora nada. Já liguei para a Defesa Civil há 40 minutos e nada. Sempre soube que ia dar problema nessa obra — desabafou.
Síndico do prédio 141, o engenheiro e advogado Cláudio Teixeira apresentou à equipe do GLOBO rachaduras que teriam aparecido na portaria e no canteiro do edifício após o assentamento. O chão também afundou, e as colunas de uma mureta na entrada da portaria também ficaram desniveladas.
— Desci correndo, tirei minha filha de 4 anos e minha esposa de casa e coloquei elas sentadas dentro do hospital aqui em frente. O prédio está cheio de rachaduras, o chão afundou, e o solo aqui é muito arenoso. Estamos com medo de o edifício desabar sim. Além da falta de informação, não há uma explicação que venha de alguém especializado. Ninguém aqui sabe o que está acontecendo, ou não querem falar a verdade. A comunicação da empresa disse que está tudo certo e que está fazendo reparos, mas os prédios estão rachados; isso não é brincadeira — disse apreensivo.
Moradores do prédio 144, a professora Valéria Lontra e o engenheiro Edher Muniz também foram para a rua com medo de continuar em casa.
— Com certeza, está mais seguro aqui. Como vamos ficar em casa depois que o chão da portaria do nosso prédio também cedeu, resultando nesta cratera enorme em frente à nossa casa? Não quero saber sobre a opinião dos operários, porque eles estão perdidos. Se não tivessem, não teria acontecido este absurdo. Só volto para casa depois que a Defesa Civil chegar — disse Valéria.
Ainda de acordo com o Consórcio Linha 4, ninguém ficou ferido com o incidente e os reparos na rua já estão em andamento.


METRÔ

11/05/2014 06h06 - Atualizado em 11/05/2014 06h09

Parte de calçada próxima a obras do Metrô afunda em Ipanema

Assentamento ocorreu perto de obras da estação General Osório, da Linha 4. 
Segundo Consórcio, não houve vítimas e reparo foi feito imediatamente.

Do G1, em São Paulo
Parte de uma calçada na rua Barão da Torre, em Ipanema, afundou na madrugada deste domingo (11), perto da área de obras da estação General Osório da Linha 4 do Metrô.

O assentamento ocorreu em frente ao número 137, segundo a assessoria de imprensa do Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras da Linha 4 do Metrô entre Ipanema e Gávea.
Em nota, o Consórcio Linha 4 Sul afirma que “fez o reparo imediatamente e tranquilizou os moradores de que não há risco para as edificações do entorno”.
Ainda segundo o consórcio, não houve vítimas ou transtorno na região.