VARIEDADES



Volta ensaiada

Acabou La Tequila, uma das bandas mais influentes e subestimadas dos anos 90 se reúne hoje no Oi Futuro

Carlos Albuquerque


RIO - Canastra vai trazer as pessoas amadas de volta em um dia. O grupo encerra hoje sua minitemporada no Oi Futuro de Ipanema, iniciada na sexta, com uma reunião do Acabou La Tequila, uma das mais influentes e subestimadas bandas dos anos 90. Do fértil Tequila, que chegou a lançar dois cultuados discos independentes, saíram nomes como Kassin, Nervoso e Renato Martins. Foi justamente este último - guitarra, voz e líder do Canastra - o responsável, ainda que por caminhos dolorosos, pela reunião desses amigos de adolescência, que naquela década estudaram juntos no CEL da Lagoa.
- A minha mãe morreu recentemente, e isso fez com que todos nos reencontrássemos - conta Renato. - Não que estivéssemos totalmente afastados, sempre fomos amigos, mas as agendas pessoais andavam nos mantendo distantes. E aí, como o Canastra tinha esses shows marcados, resolvemos improvisar essa participação do Acabou La Tequila no nosso show.
No Oi Futuro, o Canastra vai abrir uma janela no tempo e voltar a 1995, quando o Acabou La Tequila surgiu, com uma fita demo de sete músicas, misturando rock, reggae, ska, MPB e latinidades. No ano seguinte, o grupo lançou seu primeiro disco, de título homônimo, pelo selo Excelente Discos. Em 1999, um segundo disco foi gravado, mas problemas com a gravadora Abril Music fizeram com que "O som da moda" só fosse lançado em 2004, pelo selo Ping Pong, de Kassin, quando o Acabou La Tequila já não existia.
- A gente sempre foi um peixe fora d'água nos anos 90 - lembra Kassin. - Não éramos da Hemp Family, não éramos mangue beat, não éramos de turma alguma. A gente tinha três guitarras, duas baterias, era um formato inusitado e nada comercial.
No encontro, que vai contar também com Léo Monteiro, da formação original do Acabou La Tequila, e o baterista Barba (Los Hermanos e Canastra), vão ser lembradas músicas dos dois discos, como a adorada "Não preciso de ninguém".
- Essa certamente vai ser uma das tocadas, porque ela já tinha metais, e vamos aproveitar os do Canastra - diz Kassin. - Se pudesse, tocava todas as músicas da gente.
Talvez seja uma questão de tempo. Segundo Renato, o grupo planeja fazer, em breve, um show inteiro do Acabou La Tequila e, mais tarde, gravar novas músicas.
- Hoje é mais fácil gravar um disco e botar registros ao vivo no YouTube. E o público parece mais aberto também às misturas que a gente fazia. Independentemente disso, olhando para trás, vejo que o Acabou La Tequila foi crucial para tudo o que nós fizemos depois.
O show do Canastra no Oi Futuro Ipanema (Rua Visconde de Pirajá 54, Ipanema) acontece às 20h. Ingressos a R$ 15. Mais informações pelo tel.: 3201-2010

CHOQUE DE ORDEM

Três contrabandistas são presos em Ipanema

Bernardo Moura - Extra

RIO - Três homens foram presos na noite deste sábado em Ipanema com material contrabandeado. Segundo policiais do 23º BPM (Leblon), Aurélio Neuva Passos, de 30 anos, Fabiano Bandeira da Silva, de 24, e um homem que ainda não foi identificado demonstraram nervosismo ao serem abordados na Rua Teixeira de Mello, próximo a Praça General Osório. Ao abrirem as bolsas que eles carregavam, os policiais encontraram produtos importados como vodca, desodorante, cremes para cabelo e pastas de dente. Os contrabandistas ainda tentaram subornar a polícia oferecendo R$ 800, e receberam voz de prisão. Os três ainda têm mandados de prisão contra eles por assalto a mão armada. A ocorrência será registrada na 14ª DP (Leblon).

CHOQUE DE ORDEM

Choque de Ordem nas Praias reboca 38 veículos estacionados irregularmente na orla

O Globo


RIO - Uma operação Choque de Ordem nas Praias, realizada por agentes da Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) neste sábado, rebocou 38 veículos estacionados irregularmente no trecho da orla do Flamengo até a Barra da Tijuca. A fiscalização também apreendeu 440 cocos verdes que estavam sendo descarregados por uma kombi na orla de Ipanema, às 9h, fora do horário permitido.
O Choque de Ordem nas Praias apreendeu produtos com ambulantes não autorizados no calçadão de Copacabana: 50 pares de brincos, 30 camisas, 16 camisas de times, 60 souveniers, 74 enfeites de geladeira, 58 cornetas, 8 guarda-chuvas, 3 capas de chuva e 68 chaveiros.

COPA


Pub em Ipanema fica lotado para jogo da Inglaterra contra EUA
Elisa Magaldi
Devidamente decorado com bandeiras da Inglaterra, o pub Lord Jim recebe um bom público para assistir ao empate de 1 a 1 entre Inglaterra e Estados Unidos. Localizado em Ipanema, na Zona Sul do Rio, o bar atraiu torcedores de diversas idades, principalmente ingleses que trabalham na cidade. O resultado foi muito festejado pelos americanos.
Já os ingleses ficaram um pouco depepcionados.
Antes da partida, bastante animados como manda a tradição da terra da Rainha Elizabeth II, eles se vestiram à caráter com camisas e bandeiras do English Team. Os americanos também fizeram barulho durante o jogo no segundo andar do pub
Entre ingleses e americanos, dois brasileiros torciam para a Inglaterra. Fernando Biscaia e Daniela Privatti sempre admiraram a cultura do país dos Beatles. Eles se conheceram durante um "paredão" do "Big Brother Brasil", da "Rede Globo" há sete anos e são amigos até hoje. "Sempre tive muita identificação com a Inglaterra, principalmente com as bandas ingleses. A minha preferida é o Oasis". Até 1994, Fernando dividia seu coração entre o Brasil e a Inglaterra, mas depois começou a torcer exclusivamente pelo English Team.~
O fanatismo é tão grande que seu sonho é morar em Londres. Já Daniela contou que sempre gostou da Inglaterra. "Tinha o Rod Stewart como ídolo". A única divergência entre os dois é em relação ao time de futebol que torcem. Nem Flamengo e Vasco ou São Paulo e Corinthians. Enquanto Fernando torce para o Manchester United, Daniela é Liverpool. Há quase trinta anos, morando no Brasil, John Harding se casou com uma brasileira. Ele levou seu filho ao pub para assistir ao jogo.
"Amo o futebol e passei a gostar mais ainda quando comecei a morar no Brasil. Acho que a Inglaterra tem um bom time, mas não passa da semifinal" Além da Inglaterra, ele está torcendo muito para o Brasil, mas aposta na Holanda ou na Argentina para ganhar a Copa. O inglês James Islatt está no Rio há dois meses e deve permanecer na cidade por mais três. "Gosto muito do Brasil e da sua cultura.
Fiquei muito triste com a ausência do David Beckham. Ele é um grande ídolo para nós, mas ele está lá dando um apoio ao time. Acho que o Rooney vai ser o craque da Copa", palpitou. Do lado americano, Robert Werner disse que gosta de futebol apesar do esporte bretão não ser o favorito pela maioria dos seus conterrâneos.
"Adoro futebol. Inglaterra e Estados Unidos é sempre um grande jogo". Perguntado se assistir ao jogo na terra dos "inimigos", num pub inglês, ele brincou: "Eu não gosto muito deles, mas a gente tem que aturar. Eles vão sair chorando".
Jim Katter é o caso do estrangeiro que chegou ao Brasil para passar por um período curto, mas acabou ficando. O americano está há 35 anos no país. "Apesar dos problemas, como segurança, gosto muito. Sobre a seleção americana, ele diz que sua equipe vem melhorando nas últimas copas . Um dia chega lá.
Quem sabe na Copa do Brasil eu vejo os Estados Unidos sendo campeões. Mas quando o Brasil e os EUA jogam, eu torço para o Brasil.
Passei mais da metade da minha vida aqui", finalizou.