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Banhistas voltam a ser vítimas de assaltantes na Praia do Arpoador

  • Pelo menos cinco pessoas foram levadas à delegacia nesta tarde
RENATA LEITE (EMAIL·
Guardas municipais e PMs apreendem menor acusado de assaltar banhistas no Arpoador Foto: Parceiro / Agência O Globo
Guardas municipais e PMs apreendem menor acusado de assaltar banhistas no Arpoador Parceiro / Agência O Globo
RIO — O sol quente lotou as areias da Zona Sul nesta sexta-feira, mas quem decidiu ir à Praia do Arpoador, na Zona Sul da cidade, sofreu com o corre-corre e assaltos. No calçadão, havia um grande contingente de guardas municipais, PMs e policiais à paisana, que seguiam para a areia sempre que identificavam algum suspeito, muitas vezes menores. Pelo menos cinco pessoas foram conduzidas à delegacia entre 15h30m e 17h. Diante da confusão e do uso intenso do cassetetes, a dona de casa Guaciara Gonçalves de Lima decidiu ir pra casa com os filhos, de 5 a 17 anos.
— Vi uns meninos correndo lá perto da água e depois essa pancadaria. Melhor ir embora — disse a dona de casa, moradora de Alcântara.

— Achei que de dia não aconteceria nada. Mas lá em cima da pedra não há um único policial — disse o carioca, questionando a falta de segurança.Os próprios guardas aconselhavam algumas pessoas que os procuravam a não ir ao Arpoador em dias muito cheios, por causa dos assaltos. Entre as vítimas dos criminosos estava Wagner Augusto, de 27 anos, abordado por quatro jovens e uma criança, quando estava com duas amigas paulistas no alto da pedra do Arpoador. Os ladrões não estavam armados, mas ameaçaram agredir o grupo caso não entregasse celulares e a câmera fotográfica. Wagner não reconheceu os ladrões entre os detidos.
Grupos agem com violência
A nova onda de assaltos a banhistas em praias da Zona Sul do Rio começou pouco antes do início do verão, no feriado de 15 de novembro, dia da Proclamação da República. Por conta de relatos de arrastões, a policiamento foi reforçado no feriado seguinte, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. A medida, no entanto, não inibiu arrastões.
Grupos agiam com violência para roubar cordões, bolsas e celulares de quem estava na areia. As ações ocorreram principalmente no Arpoador e no Leblon, na altura do Posto 11. Os arrastões provocaram pânico e corre-corre entre moradores e banhistas da região. Em um vídeo do GLOBO, policiais militares e guardas municipais foram flagrados perseguindo suspeitos dentro da água. Moradores criticaram a ação da Polícia Militar.
Para evitar os arrastões, o governo do estado anunciou uma série de medidas. Homens do Batalhão de Choque da PM e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil passaram atuar no patrulhamento da orla nos fins de semana. Policiais começaram a revistar banhistas em ônibus que têm as praias como destino. Outra medida adotada pela polícia foi a instalação de uma delegacia móvel na Praia do Arpoador.

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