quinta-feira, 2 de maio de 2013

IPANEMA WALL


Galeria a céu aberto: artista plástica gaúcha retoma o projeto Ipanema Wall

  • Carla Barth leva sua obra para uma das esquinas mais badaladas do bairro

THAMINE LETA (


As pinturas da artista plástica Carla Barth na loja da Redley, em Ipanema
Foto: Márcio Alves
As pinturas da artista plástica Carla Barth na loja da Redley, em Ipanema Márcio Alves
RIO - Aos 4 anos, os professores da escola pública onde Carla Barth estudava, em São Francisco, na Califórnia, deram a ela um desafio: fazer uma escultura de argila. Mais de 30 anos depois do primeiro contato com arte, a artista plástica ganhou uma responsabilidade ainda maior, e colocou toda a sua imaginação numa fachada, numa das esquinas mais badaladas de Ipanema.
O espaço fica na Rua Maria Quitéria, esquina com a Barão da Torre. Em meio às obras do metrô na Praça Nossa Senhora da Paz e ao trânsito constante da região, os cariocas praticamente ganharam uma galeria a céu aberto em plena Zona Sul, com o projeto Ipanema Wall, que acontece há três anos. A cada semestre, um artista passa por lá, deixando seu toque na parede, que tem seis metros de largura.
— Acho que até agora não me dei conta da dimensão do que fiz. Meu trabalho ali, exposto num dos bairros mais famosos do Rio. Foi um grande desafio e um presente incrível para mim — disse a artista plástica.
Primeira vez no Rio foi há um ano
O amor pelo Rio começou há apenas um ano, na primeira vez em que Carla esteve na cidade. Quem trouxe a gaúcha à Cidade Maravilhosa foi o empresário Pedro Perdigão, sócio da EPA!, responsável pelo branding da Redley, dona da fachada na Rua Maria Quitéria. Carla virou a primeira mulher a assumir o espaço, onde exporá, até outubro, a sua arte. Antes dela, nomes como Marcelo Macedo, Antonio Bokel, Flavio Samelo e Vagner Donasc passaram por lá.
— Tive liberdade para criar. Acabei usando a influência dos quadrinhos e uma estética lúdica, com um toque de eruditismo. Fiz tudo com pincel, rolinho, e não usei grafite. Ao todo, foram cinco dias pendurada numa grua, fazendo cada detalhe — conta Carla, que teve ajuda da assistente Paula Plim durante o trabalho.
A intenção da Redley é continuar convidando artistas nos próximos anos. Sempre investindo em quem está começando.
— Desde o início do projeto, nossa intenção era ocupar aquela área com arte e desenho. Afinal, seria um desperdício deixar um muro completamente branco. No meio do ambiente urbano, acaba sendo um descanso para os olhos admirar aquela arte — contou Luiza Pinho, gerente de trade marketing da marca.
ão. 

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