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Mulher atropela gari e fere policial militar em Ipanema

  • Surpreendida por uma Operação Lei Seca, ela não obedeceu à ordem de parar dos agentes



O carro que Cristiane Santos Magalhães dirigia ao tentar fugir de uma blitz da Lei Seca em Ipanema, após ter atropelado um gari
Foto: Fernando Quevedo / Agência O Globo
O carro que Cristiane Santos Magalhães dirigia ao tentar fugir de uma blitz da Lei Seca em Ipanema, após ter atropelado um gari Fernando Quevedo / Agência O Globo
RIO - Acusada de atropelar um gari e de não prestar socorro à vítima, Cristiane Santos Magalhães, de 42 anos, foi detida em Ipanema, Zona Sul do Rio, no final da noite desta quinta. Surpreendida por uma Operação Lei Seca a poucos metros do incidente, ela não obedeceu à ordem de parar dos agentes e acabou ferindo um policial militar que dava apoio à ação.
De acordo com a polícia, Cristiane vinha praticando direção perigosa desde a Avenida Atlântica, em Copacabana, onde bateu em um carro e fugiu do local do acidente. Em seguida, ela seguiu para Ipanema, onde atropelou o gari Clailton Lopes da Silva, de 40 anos, que fazia a limpeza da Rua Teixeira de Melo, e fugiu novamente. A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para o Hospital Miguel Couto, na Gávea.
– Estava varrendo e vi o carro se aproximando em alta velocidade. Não deu nem tempo de correr. Pensei que havia fraturado a perna, mas, felizmente, sofri apenas uma luxação no joelho. Fui salvo pela grade de proteção da rua – recordou.
Na Avenida Atlântica, um sargento que participava da operação Lei Seca sinalizou para Cristiane reduzir a velocidade do veículo e acabou atingido no braço pelo retrovisor do carro. De imediato, os PMs seguiram em perseguição a motorista, que foi interceptada na altura Rua Vinicius de Moraes. Segundo o tenente Edilton Bezerra, coordenador militar da operação, Cristiane apresentava sinais de que havia ingerido bebida alcoólica.
– Na abordagem, percebemos que ela estava com a capacidade psicomotora visivelmente alterada. Além disso, estava muito agressiva e se questionava a todo momento onde estava e o que havia ocorrido. A nova legislação permitiu que esses sinais fossem levados em conta quando o motorista se nega a fazer o teste do bafômetro, como ocorreu com ela – explicou o oficial.
A acusada foi encaminhada para a 14ª DP (Leblon), onde foi autuada por dirigir sob influência de álcool e foi liberada após pagar fiança de R$ 1.200. Ela não quis dar declarações à imprensa. Cristiane teve a carteira de habilitação apreendida e terá que pagar uma multa no valor de R$ 1.900.


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