quinta-feira, 31 de julho de 2014

METRÔ

Rio

Rio: Consórcio não comparece a reunião sobre problemas na Linha 4 do metrô

Jornal do Brasil
Engenheiros, representantes do Ministério Público e moradores de Ipanema participaram, na última terça-feira (29), de uma reunião na sede da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (Seaerj) sobre os problemas nas obras do metrô da Linha 4. De acordo com a Seaerj, o consórcio - formado pelas construtoras Odebrecht Infraestrutura, Carioca Engenharia e Queiroz Galvão - foi convidado para o evento através de um ofício, contudo, não compareceu.
A assessoria da Linha 4 informou, através de nota, que "todos os esclarecimentos sobre o evento de 11 de maio, ocorrido na Rua Barão da Torre, em Ipanema, foram prestados à comunidade". "Além de duas coletivas à imprensa, o Consórcio Linha 4 Sul, responsável pela implantação da Linha 4 entre Ipanema e Gávea, recebeu moradores, síndicos e representantes de associações de moradores em reuniões no canteiro administrativo. Também distribuiu folhetos com perguntas e respostas e divulgou os esclarecimentos nas redes sociais da Linha 4, inclusive com vídeos explicativos, e no Informe bimestral da Linha 4. O Consórcio Linha 4 Sul não participa de debates, mas colocou-se à disposição da presidente da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Seaerj), para recebê-la no canteiro de obras", informou a assessoria. 
Em maio deste ano, um afundamento no solo provocou o surgimento de duas crateras na obra, entre as ruas Teixeira de Melo e Farme de Amoedo. Os moradores queriam explicações do consórcio sobre o que está sendo feito na obra e quais foram as causas do acidente. O Rio Trilhos e o Ministério Público do Estado foram chamados, mas só o  MP compareceu.
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“Nem se queria discutir mais o que causou o problema. O que os moradores queriam era transparência no caso. Queríamos ver qual a nova metodologia adotada, tudo foi feito para isso. Mas no momento em que o consórcio não aparece nem a Rio Trilhos, que também foi chamada, os moradores, muitas vezes leigos, começam a pensar o que quiser, que há riscos, enquanto o consórcio deveria ir lá e simplesmente explicar sua posição”, comenta o conselheiro da Seaerj, Nilo Ovídio, responsável pela parte de eventos.
O engenheiro Fernando Azevedo é morador do bairro e parte do grupo Projeto de Segurança de Ipanema (PSI). Ele estava presente no debate, o qual classificou como “péssimo”. “Estávamos ali esperando esclarecimentos por parte do consórcio e eles não apareceram”, comenta.
O Ministério Público, por sua vez, esteve presente na reunião. Durante o debate, ideias como uma auditoria e termos de ajustamento de conduta foram colocados como possíveis providências a serem tomadas com o apoio do MP.
“Fizemos um debate entre a gente, e solicitamos que o MP peça uma auditoria no gerenciamento de risco. O consórcio está controlando tudo. Vamos tentar exigir junto ao Ministério Público, que se continue com a obra com um plano de gerenciamento de risco, fiscalizado por uma empresa estrangeira. E também fazer um monitoramento em tempo real”. Segundo o morador, eles também foram informados sobre novas técnicas que seriam utilizadas na obra “mas como eles não compareceram, nem Metrô, nem Rio Trilhos, não sabemos que método novo é esse”, completa.
Sobre o tema, a assessoria da Linha 4 diz que "os estudos de sondagens, investigações geológicas e ensaios de caracterização do subsolo que precederam a obra mostraram que o Tunnel Boring Machine (TBM), o 'Tatuzão', é o equipamento mais adequado e seguro para executar este tipo de obra na Zona Sul do Rio de Janeiro. Por este motivo, foi o método adotado e será mantido".
O promotor de Justiça, do Ministério Público do Rio de Janeiro do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), José Alexandre Mota, explicou que foi feito um pedido para que a obra permaneça parada até a análise dos documentos. O MP foi procurado mas não respondeu até o fechamento desta matéria. 
De acordo com a assessoria da Linha 4, esta informação não procede. "A decisão de interromper a escavação do túnel sob a Barão da Torre foi tomada pelo Consórcio Linha 4 Sul, responsável pela implantação da Linha 4 entre Ipanema e Gávea. Isso ocorreu assim que foi constatado o primeiro desnível na superfície da Rua Barão da Torre, em maio. A área foi isolada imediatamente, a escavação, suspensa, e o plano de contingência, acionado. Simultaneamente, através da análise das leituras do monitoramento, verificou-se que não havia nenhum risco para as fundações dos edifícios do entorno, pois se tratava de um evento localizado. Com a área isolada, as cavidades foram preenchidas com concreto e foi iniciado o processo de compactação do solo", diz. 
Ainda segundo a assessoria, as obras da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca – Ipanema) seguem normalmente. Apenas as escavações do túnel sob a Rua Barão da Torre, em Ipanema, estão interrompidas temporariamente, até que seja concluído o tratamento de solo para devolver a compressão ao subsolo da Rua Barão da Torre próximo à esquina com a Rua Farme de Amoedo.

LAGOA


 

Esgoto volta a poluir águas da Lagoa.

RIO — Um dos mais belos cartões-postais da cidade e local escolhido para as provas de remo e canoagem durante as Olimpíadas de 2016, a Lagoa Rodrigo de Freitas voltou a sofrer com o despejo de esgoto e já tem pontos, como na altura de Ipanema, impróprios até para atividades esportivas, como mostra monitoramento feito pela Secretaria municipal de Meio Ambiente. A poluição teria sido agravada por um vazamento de esgoto. Consequentemente, dejetos foram parar na galeria de águas pluviais que desemboca na Lagoa.
Integrantes da Associação de Moradores do Jardim Botânico (AMA-JB) entraram com uma representação no Ministério Público estadual denunciado a poluição. Utilizando um barco cedido por pescadores, no dia 22 de julho, o presidente da associação, Heitor Wegmann Jr., disse ter visto grande quantidade de esgoto saindo das tubulações de onde deveria sair apenas água. Na quarta-feira, pela manhã, uma água cinzenta e com odor forte continuava sendo despejada na lagoa.
A Cedae informou, por meio de nota, que no ponto da Rua Joana Angélica, em Ipanema, existe rebaixamento de lençol de água limpa autorizado para a realização das obras da Linha 4 do metrô. Segundo a nota, uma equipe da Cedae já teria identificado um vazamento na rede de esgoto e que estaria fazendo o conserto, previsto para ser concluído ainda na quarta-feira.
RIO-ÁGUAS IDENTIFICOU AMÔNIA EM AMOSTRAS
A Fundação Rio-Águas informou que realizou vistoria nesta quarta-feira do espelho d’água da Lagoa e identificou a presença de amônia (indicativo de presença de esgoto) nos pontos 20 e 22 — ambos na altura da Rua Joana Angélica — , de acordo com teste feito com o reagente de Nessler. Conforme procedimento nestes casos, o órgão informou o fato à Secretaria municipal de Meio Ambiente, à Cedae e também ao Instituto estadual do Ambiente (Inea).
A Secretaria municipal de Meio Ambiente informou que monitora a qualidade da água em três trechos da lagoa, conforme a divisão disposta no Decreto Municipal 18.415/2000. Os pontos 20 e 22 estão localizados no trecho 3, que se encontra “impróprio para contato secundário” desde a quinta-feira da semana passada. Essa designação refere-se a atividades em que o contato com a água é esporádico ou acidental e a possibilidade de ingerir água é pequena, como na pesca e na navegação (tais como iatismo e outros esportes aquáticos).
Outros pontos que fazem parte da denúncia ficam na Rua Redentor e no Jardim de Alah. Segundo a Cedae, em medições realizadas ao longo dos últimos dias, foi identificado o despejo de águas pluviais em galerias de águas pluviais. Ou seja, não se trata de esgoto. Ainda segundo a nota, nova vistoria feita na quarta-feira constatou que os pontos estão secos, não havendo sequer lançamento de águas pluviais. Nestes, a Secretaria de Meio Ambiente não considerou o contato impróprio.
Pescadores que trabalham na Lagoa, no entanto, desmentem o que foi dito na nota. Um deles, Alexandre de Oliveira, diz que vê a sua rede ficar vazia a cada noite de trabalho. Segundo os pescadores, nos dois pontos citados pela Cedae o esgoto tem vazado constantemente.
— Quando passo de barco vejo uma grande quantidade de detritos no canal do Jardim de Alah com um forte mau cheiro. A situação começou a piorar após fevereiro deste ano. Em janeiro, eu conseguia tirar aproximadamente 200 quilos de pescado por noite. Houve uma redução muito grande, que ficou mais grave em junho. Agora, não passa dos dez quilos de peixe — reclamou Alexandre.
O presidente da AMA-JB, Heitor Wegmann Jr., que percorreu os pontos novamente na quarta-feira pela manhã, disse que o ponto de saída 27 continua lançando muito esgoto.
— Entramos no canal do Jardim de Alah e no ponto 27, que fica ao lado da comporta, estava saindo muito esgoto. Este ponto fica ao lado da praia de Ipanema e Leblon. Tinham fechado a comporta, mas horas depois a abriram novamente — disse Heitor.
Carlos Antônio Ribeiro, que costuma pescar na altura do Jardim de Alah para consumo próprio, também denunciou o despejo de esgoto. Na quarta-feira, pela manhã, ele conseguiu pegar algumas poucas e pequenas tainhas na rede que jogou:
— Nos últimos dias, o cheiro tem ficado insuportável e uma água cinzenta está sendo despejada no canal. Isso está afugentando os peixes.
Mesmo após investimentos de milhões de reais em saneamento nas áreas de seu entorno, a Lagoa sofre constantemente com despejo irregular de esgoto. A galeria de cintura — uma tubulação inaugurada em 2001 que capta o esgoto, impedindo-o de chegar ao espelho d’água — já foi reformada algumas vezes, e tem se mostrado insuficiente para resolver todos os problemas. A situação, de modo geral, melhorou após o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em 2000 e repactuado em 2004 entre o Ministério Público e órgãos da prefeitura e do estado, que desencadeou o Projeto Lagoa Limpa, iniciado em 2008 e encerrado em 2012.
EIKE INVESTIU R$ 23 MILHÕES
Com o projeto, a Cedae recuperou troncos coletores e elevatórias, e o grupo EBX, de Eike Batista, investiu R$ 23 milhões em iniciativas como a criação do Centro de Controle Operacional de Esgoto, a retirada de 28 mil metros cúbicos de sedimentos e a dragagem de 97.300 metros cúbicos de detritos. A empresa atuou na Lagoa de setembro de 2008 a dezembro de 2012. Mas, em junho do ano passado, a reportagem do GLOBO mostrou que a Comissão de Saneamento da Alerj havia mapeado despejo clandestino em 17 das 95 galerias de águas pluviais que desembocam na Lagoa.
O Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos Rio 2016, divulgado em março do ano passado, registrou avanço na qualidade da água: “Resultados de recuperação ambiental já foram constatados, através da queda do indicador de coliformes fecais por mililitro de água (nmp/ml), que saiu de aproximadamente 16.000npm/ml em 2006 para 1.300nmp/ml em 2008 e para 400nmp/ml em 2009″.
PALAVRA DE ESPECIALISTA
A VISÃO DE: Franscisco Esteves, biólogo especialista em lagoas e pesquisador da UFRJ
‘Não é essa maravilha que alguns gestores descrevem’
“Algumas ações foram realizadas nos últimos anos com o objetivo de melhorar as condições da Lagoa Rodrigo de Freiras. Contudo, o estágio de degradação era muito grande; são anos e mais anos de poluição. As ações não foram suficientes. Na Lagoa ainda persiste uma quantidade muito grande de matéria orgânica de origem humana. Mesmo que todo o esgoto parasse de chegar ao corpo hídrico, ainda existe muito material depositado no fundo que consome oxigênio.
“Qualquer vento, qualquer alteração meteorológica, qualquer possibilidade de movimentação da coluna d’água implica mortandade de peixes. É como uma pessoa com obesidade mórbida e que para de comer feijoada. Não basta. Ela tem que fazer uma lipoaspiração, tirar o excesso de gordura. O mesmo precisa acontecer na lagoa. Caminho frequentemente em frente à sede náutica do Vasco e observo o crescimento de uma vegetação típica de locais onde há despejo de matéria orgânica.
“A Lagoa Rodrigo de Freitas ainda está longe de ser recuperada. Não é, de forma alguma, essa maravilha que muitos gestores públicos descrevem. A Lagoa está a caminho da recuperação, mas é um processo ainda longo. Os benefícios sociais e econômicos de sua despoluição não têm preço. Trata-se de um patrimônio da humanidade.”

NUNCA VI ISSO !

Moradores estranham fumaça em obra da Linha 4 do metrô, em Ipanema

Cortina formada era, na verdade, um fumacê para combate ao mosquito da dengue

O DIA
Rio - A fumaça que cobriu parte da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, na Zona Sul, no fim da manhã desta quarta-feira, era, segundo informações da concessionária Rio Barra (responsável pela implantação da Linha 4 do Metrô) um fumacê. A "cortina" formada foi alvo de reclamações de moradores, mas, de acordo com a assessoria da empresa, a medida faz parte de uma série de ações de combate ao mosquito da dengue.
Moradores de Ipanema estranharam fumaça em obra da Linha 4 do metrô
Foto:  Reprodução Internet
A ação, chamada de "10 minutos contra a Dengue", ocorre em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, que prevê, além do combate à proliferação de mosquitos, o treinamento de agentes multiplicadores nos canteiros de obras, realização de palestras e distribuição de panfletos explicativos. O objetivo é imunizar caixas d'água e tonéis, que recebem tratamento com cloro em pó, o que impede o desenvolvimento de larvas.
A obra da Linha 4, que teve início em 2012, tem prazo de conclusão e início das atividades no primeiro semestre de 2016. Ainda de acordo com a concessionária, há centrais de atendimento próximas aos canteiros de obras, abertas de segunda a sexta-feira, para os moradores que queiram fazer reclamações. Dúvidas, sugestões e reclamações também podem ser esclarecidas ou feitas pelo telefone 0800-0210620.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

ENGENHEIROS DEBATEM SOBRE O METRÔ


RIO DE JANEIRO - Em nota, o Consórcio da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, que administra as obras, informou que a situação está normalizada

Agência Brasil
RIO DE JANEIRO - A Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Seaerj) promoveu um debate nesta quarta-feira (30) sobre os impactos causados por obras, em imóveis na zona sul do Rio de Janeiro devido ao acidente provocado no metrô de Ipanema, em maio deste ano, no qual ocorreu um assentamento de solo com abertura de duas crateras, entre as ruas Teixeira de Melo e Farme de Amoedo. Os impactos causados aos moradores, com propostas seguras para o avanço do trabalho, e a necessidade de uma legislação preventiva mitigadora de problemas em obras similares foram temas debatidos durante o encontro.
O engenheiro e morador da Rua Barão da Torre, Mario Sérgio Bandeira, fez uma análise técnica do acidente levantando possíveis falhas do projeto, como por exemplo, a despressurização da camada de terra no local. "A equipe do tatuzão [equipamento de perfuração do solo] não tem comunicação com a equipe externa, estes por sua vez, não observaram os esguichos através dos furos de sondagem nas jardineiras", disse.
Sobre as medidas adotadas pelo poder público, o promotor de Justiça, do Ministério Público do Rio de Janeiro do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), José Alexandre Mota, explicou que foi feito um pedido para que a obra permaneça parada até a análise dos documentos.
"Nós ampliamos o objeto da investigação para os riscos do tatuzão, que antes estava restrito à praça para tratar de forma aprofundada sobre os riscos e prosseguimentos do equipamento. Também oficiamos o consórcio, assim como a Rio Trilhos e a Secretaria Estadual de Transportes e obtivemos as informações técnicas e disponibilizamos a sociedade civil. Expedimos uma recomendação, para que até a análise dos documentos a obra permaneça parada, e que só continue após uma profunda comunicação à sociedade", explicou.
Nenhum representante da Linha 4 do metrô compareceu à palestra. De acordo com o presidente da Seaerj, Joelson Zuchen, "falta transparência dos gestores do projeto, mas a gente mantém as portas da casa abertas, caso algum membro queira se manifestar sobre o assunto", disse.
O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, disse que o Crea-RJ está acompanhando o caso do metrô em Ipanema, e segundo ele, quando acidentes desse porte acontecem, é porque houve falta de algum tipo de prevenção e criticou a forma como a obra está sendo feita.
"Estamos preocupados porque não há nenhuma previsão de uma obra dessa natureza provocar acidente desse porte. Lá além do buraco teve outros problemas que aparentemente não há nenhuma catástrofe, como queda de prédios. É evidente que é uma questão difícil, ainda mais fazendo nessa velocidade que eles querem apresentar antes das Olimpíadas de 2016. Houve sobretudo um desrespeito ao planejamento que vinha de longa data para atender compromissos com o Comitê Olímpico, enfim, são coisas que comprometem a engenharia. Esse planejamento realmente desrespeita os projetos que  a engenharia exigem", contou.
Guerreiro disse ainda que "é para isso que existe o planejamento, para que possa ter projetos de qualidade, e através desses projetos, você sabe detalhadamente tudo o que deve ser feito. A boa engenharia não pode se submeter a planejamentos de curto prazo dos poderes públicos, seja ele federal, estadual ou municipal. A engenharia tem que ter o planejamento para gerar um bom projeto executivo de qualidade e não foi o caso de Ipanema", explicou.
Em nota, o Consórcio da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, que administra as obras, informou que a situação está normalizada e que o serviço de tratamento do solo, está sendo feito, para devolver a compressão ao subsolo da Rua Barão da Torre próximo à esquina com a Rua Farme de Amoedo, em Ipanema, após o assentamento de solo ocorrido em 11 de maio deste ano. Este serviço está recuperando as características que o terreno apresentava antes do incidente, e que assim que foi constatado o primeiro desnível na superfície, a área foi isolada e o plano de contingência acionado.
O Consórcio esclareceu que "em nenhum momento a população ou as edificações estiveram em risco. Simultaneamente, através da análise do monitoramento, verificou-se que não havia nenhum risco para as fundações dos edifícios do entorno, pois se tratava de um evento localizado. Com a área isolada, as cavidades foram preenchidas com concreto e foi iniciado o processo de compactação do solo".
De acordo com o Consórcio da Linha 4 do metrô "o trabalho de recompressão do solo segue como previsto e os imóveis do entorno das escavações dos túneis e estações são monitorados permanentemente por instrumentos que possibilitam o acompanhamento das edificações antes e durante as obras. Todas as medições desta instrumentação estão dentro dos limites esperados, sem risco para as edificações".

terça-feira, 29 de julho de 2014

NOVOS QUIOSQUES

FERNANDA PONTES29.07.2014 07h35m

 
Praia nossa de cada dia: novos quiosques de Ipanema e Leblon

O projeto dos novos 28 quiosques da orla de Ipanema e do Leblon acaba de ser aprovado pela prefeitura (veja na imagem acima como eles ficarão). O modelo precisou sofrer algumas alterações em relação ao de Copacabana, já que a Avenida Atlântica tem o calçadão bem mais largo. 

Além de mais estreitos, os quiosques entre a Avenida Bartolomeu Mitre e a Praça do Zózimo, não terão banheiros no subsolo por causa da proximidade com o mar — em dia de ressaca, as ondas chegam pertinho das pistas da Delfim Moreira. Os ombrellones também terão design diferente. Por ser tombado, o único que vai continuar exatamente como está é o do Baixo Bebê. O projeto é do escritório Índio da Costa e as obras começam em 2015.

FALTA DE MANUTENÇÃO

CLEO GUIMARÃES29.07.2014 08h46m

 Já que o assunto é orla... 
Chama a atenção de quem passeia pelo calçadão o mau estado da vegetação de restinga, em Ipanema. As folhas das ipoméias estão muito ressecadas. Segundo Nina Braga, do Instituto-E, que adotou os canteiros, o problema é a proliferação de fungos. “Eles atingem as raízes e as folhas, e as deixam com esse aspecto de queimadas”. Ela diz que nada pode ser feito agora, no inverno. “Só o calor e a umidade acabam com a praga.”

RECEBIDO POR EMAIL

Li com atenção o artigo indicado.
 
Como a sra. mesmo cita que as obras da praça geraram polêmica entre os moradores da região, tomo a liberdade de tecer alguns comentários de usuários ( na maioria são idosos e algumas crianças ) pois acredito que a sra. com sua penetração junto aos responsaveis pela obra talvez consiga esclarecer ou ajudar a melhorar ( a praça já foi desmontada e não cabe mais discutir se era necessária ou não a estação a 500/600 mts. de outras):
 
1. onde estão as árvores que seriam "replantadas" que foram levadas para o viveiro de plantas do metrô? voltarão??
2. a área agora entregue, sem sombra de árvores, vai ficar impraticável (pelo calor) no verão.
3. nem vale a pena comentar que, na obra, houve avanço das grades aumentando em aproximadamente 2 metros as calçadas em detrimento da área da praça. O objetivo teria sido dar a falsa idéia de que não sumiram árvores?
4. como as pessoas que usam a praça são idosas acho que mereceriam que alguns bancos tivessem encosto para que pudessem recostar.
 
Existem outros aspectos mas, se a sra. tiver alguma informação sobre estes, já ajudaria muito.
 
Atenciosamente, obrigado
 

B C

segunda-feira, 28 de julho de 2014

METRÔ

As obras da linha 4 do metrô no bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, vêm causando transtornos para a vizinhança que mora no entorno e Monique Evans é um das pessoas que estão sofrendo com as intervenções. Nesta segunda-feira (28), a ex-modelo compartilhou em sua conta no Twitter duas fotos que mostram enormes rachaduras na sua casa, localizada na Rua Barão da Torre.
Em março deste ano, foi nesta rua em que se abriram duas crateras, bem perto da vila em que Monique mora. "Quando aconteceu isso, o 'tatuzão' (equipamento utilizado na escavação do subsolo) parou. E eles já avisaram que só vão arrumar todas as casas com rachaduras quando o 'tatuzão' voltar a andar. Só que ninguém sabe quando essa obra vai terminar", reclama ela, em conversa com Purepeople.
Monique conta que, antes da obra, funcionários da concessionária responsável pela implantação da linha 4 do metrô fotografaram toda sua casa. Na época, ela tinha acabado de fazer uma obra no imóvel de três quartos, em que gastou cerca de R$ 200 mil. Após as rachaduras, eles fizeram novas fotos.
"Não cheguei nem a tirar as minhas coisas das caixas, onde havia guardado tudo por causa da primeira obra que fiz. E, agora, vão continuar lá. Não sei quando vão consertar tudo, mas não vou tirar os objetos para daqui a pouco ter poeirada novamente", diz.
Segundo Monique, as rachaduras não acontecem apenas na sua casa, como na vizinhança também. "Em todas as janelas, há mensagens de S.O.S. Estou muito assustada, assim como os demais moradores. Quando o tatuzão passava aqui na frente, tremia tudo e era sempre à noite. Um horror", relembra.
A ex-modelo diz que, além das rachaduras, o receio de surgirem novas crateras na rua preocupa os moradores. Em março, os buracos tiveram aproximadamente quatro metros de largura por dois metros de profundidade. "Afundou sem nada por cima, imagina depois com carro passando? Está todo mundo apavorado", diz Monique.
Na época dos afundamentos em Ipanema, a concessionária responsável pela obra do metrô informou que as rachaduras surgidas em alguns prédios não são estruturais e que os edifícios não correm riscos, uma vez que as escavações não ocorrem sob eles. A mesma constatação foi feita pela Defesa Civil Estadual. Ainda segundo a concessionária, a obra é monitorada durante 24 horas por sismógrafos. A Linha 4 do metrô vai ligar a Zona Sul do Rio à Barra da Tijuca, na Zona Oeste.
(Por Anderson Dezan)




GENTE BOA

GENTE BOACOMPORTAMENTO E MUITA INFORMAÇÃO NA MAIS FESTEIRA E CARIOCA DAS COLUNAS
FERNANDA PONTES28.07.2014 07h45m
 Arte no Rio: má notícia

Foi adiada para o ano que vem a primeira edição da IpanemArt, a mostra paralela à ArtRio que aconteceria em Ipanema, em setembro. Motivo: falta de patrocínio. Com curadoria de Vanda Klabin (foto) e Marc Pottier, o circuito levaria obras de 15 artistas plásticos para as ruas e vitrines do bairro. “Não conseguimos fechar todas as cotas de patrocínio a tempo por causa da Copa”, diz Vanda. “Em 2015 aproveitaremos para fazer a comemoração dos 450 anos da cidade”.