METRÔ

Metrô: após crateras e morte, moradores protestam contra falta de segurança

Estudo da Coppe/UFRJ já questionava capacidade de Ipanema para suportar este tipo de obra

Jornal do BrasilLouise Rodrigues*
Moradores da Zona Sul do Rio de Janeiro saíram às ruas neste sábado (31) para protestar contra a construção da linha 4 do metrô, sob a responsabilidade de um consórcio formado pelas construtoras Odebrecht Infraestrutura, Carioca Engenharia e Queiroz Galvão. Na madrugada do último dia 11, duas crateras se abriram na Rua Barão da Torre, em decorrência das obras. Os moradores entraram com uma ação popular no Ministério Público. Este não foi o primeiro transtorno gerado pela obra que, em 2012, foi condenada por estudo realizado pela Coppe/UFRJ. Na época, o tema foi debatido por engenheiros, que questionaram não apenas a necessidade do projeto, mas também a capacidade estrutural dos bairros para suportarem as obras. 
Moradores seguiram da Estação General Osório até a Rua Visconde de Pirajá
Moradores seguiram da Estação General Osório até a Rua Visconde de Pirajá
Coordenadora do Projeto de Segurança de Ipanema (PSI), Ignez Barreto foi uma das organizadoras da manifestação, que começou na Praça General Osório e terminou na Visconde de Pirajá. Ela contesta a proximidade do shield (máquina exportada da Alemanha que faz a escavação do terreno) com a superfície. Segundo especialistas, o recomendado é que os shields estejam a 40 metros de profundidade, mas, no Rio, eles operam a 13 metros. A máquina recebeu o apelido de “tatuzão” e virou alvo de críticas.
Ignez Barreto foi uma das organizadoras do protesto
Ignez Barreto foi uma das organizadoras do protesto

“A obra está escavando uma área de influência das fundações dos prédios. O consórcio está dizendo que esse acidente que ocorreu no dia 11 foi pontual, mas não foi. Ele só não teve vítimas fatais porque foi às 3 horas da manhã, não estava passando ninguém na rua. Não é só o morador que corre risco da perda do seu imóvel, é toda a população. Quem anda em uma das ruas onde o tatuzão vai passar a essa profundidade de 13 metros, está correndo risco”, critica Ignez. Sobre a proximidade da Copa do Mundo, a coordenadora do PSI analisa: “Caso isso se repita, o que me preocupa mais do que a imagem do Brasil é a vida das pessoas. Realmente é dramático. A gente não quer isso. Por isso nós estamos protestando, chamando a atenção.”
Antônio Teixeira é morador de Copacabana e também participou do ato. Para ele, “a obra está sendo feita de forma corrida e sem garantia.” Antônio ressalta que as obras afetam a vida de quem usa o metrô e não apenas dos moradores da Zona Sul. “Eles estão correndo porque é ano de eleição e não pode existir pressa em uma obra dessas”, alerta. Moradora de Ipanema, Wanda Ricart também esteve presente no protesto. Ela reclama da desorganização e dos transtornos gerados pelas obras. “Eu moro na Barão da Torre, um endereço com o IPTU mais caro do Rio. Somos desrespeitados, estamos no meio de um canteiro de obras. De noite eles fazem barulho com as máquinas, apitam, falam alto. Somos trabalhadores, precisamos trabalhar e não podemos dormir. É um abuso. Fui falar com um dos engenheiros mais importantes da Odebrecht e ele deu uma resposta quase infantil para mim. Ele disse que, em uma obra subterrânea, são encontradas coisas que não se sabia. Foi essa a resposta que o engenheiro me deu. Eu não sei o que eles querem fazer com Ipanema”, critica Wanda.
Canteiros de obras tomam as ruas e complicam o trânsito
Canteiros de obras tomam as ruas e complicam o trânsito
Mário Sergio Souza Avellar é engenheiro civil e de segurança e trabalhou na construção do metrô no Catete e no Largo da Machado. Morador de Ipanema, ela observa os erros cometidos ao longo do processo de construção da Linha 4. “Eu não tenho informação de que tenha sido utilizado shield em um terreno arenoso do Rio de Janeiro antes. O risco disso é ter fuga de material, como aconteceu. Isso vai afetar os prédios laterais à obra. É preciso que se coloque tudo com mais transparência para saber realmente quais riscos tem essa obra”. Lembrando a morte de um operário do metrô Rio ontem, em Copacabana, o engenheiro reforça que as obras podem oferecer risco de vida para mais pessoas, operários e transeuntes. “Se abrir um buraco, como abriu da outra vez, e cair uma criança, um idoso? Como faz?”, questiona
A ex-jornalista e professora aposentada da UERJ Lilian Nabuco critica a gestão do Metrô Rio, da Odebrecht e do governo estadual. Para ela, “é preciso que uma comissão de técnicos, geólogos e engenheiros altamente competentes e isentos para que o público tenha uma justificativa consistente. Porque essa empresa e o governo não têm credibilidade pelo comportamento que tiveram até agora”. Sobre as crateras que surgiram no dia 11 de maio, Lilian diz: “Chegou ao cúmulo do engenheiro dizer que o que aconteceu na Praça Nossa Senhora da Paz foi um imprevisto e que daqui para frente o terreno é homogêneo e isso não vai acontecer novamente. Ora, se ele não previu a existência de uma rocha debaixo na Praça, como ele vai prever todo o percurso da Visconde de Pirajá à Ataulfo de Paiva até a Gávea? Não tem a menor coerência. Então ele diz que, se piorarem as rachaduras e se acentuarem os afundamentos, a gente vai monitorar. Ora, se ele, com monitoramento, não pode prever a tragédia que aconteceu na Praça General Osório, como ele vai prever todo o percurso pela frente? O governo devia ter escutado a COPPE, quando ela fez os estudos na época”.
O engenheiro Fernando Azevedo critica a condução das obras
O engenheiro Fernando Azevedo critica a condução das obras
O engenheiro Fernando Azevedo também é morador de Ipanema. Ele comentou a morte do operário na Linha 4 do metrô e criticou a condução das obras. “A história dos acidentes, como a morte daquele operário ontem, denotam a falta de segurança. É uma obra feita às pressas, com um prazo político e não técnico. O acidente não acontece sozinho, existe uma série de acontecimentos que resultam nele, como a falta de observação às questões de segurança”, explica. Outro ponto avaliado por Fernando é a necessidade de dar atenção ao mapa de fragilidade do solo para evitar transtornos. “O solo é heterogêneo e, quanto mais próximo da população e dos prédios, mais acentuado tem que ser o trabalho de reconhecimento prévio. Coisas que a gente não acredita que o Metrô fez. A Rua Barão da Torre está com prédios trincados e fissurados,além  daqueles dois buracos. Isso tudo em um mês e meio”, analisa o engenheiro.
Eduardo Saggese é morador de Ipanema há 9 anos e vive os transtornos da construção desde o seu começo. “Eles trouxeram as máquinas, mas não trouxeram os engenheiros. O governo encomendou o tatuzão na Alemanha, mostrando que nós não temos domínio sobre essa tecnologia. Se a gente for comparar, o metrô de Londres está sendo escavado com dois shields, de 7,5 metros cada um. Como pode Londres avançar 150 metros por mês e aqui avançarmos 15 metros em um dia? É uma coisa estranha essa velocidade”, avalia. O ator Carlos Sato  também estranha a rapidez das obras e comenta: “o barulho das máquinas ultrapassa a meia noite. Os operários não sabem conversar, eles berram. Não tem dia certo, não cumpre a lei do silêncio. Meu pai é muito idoso e doente. Ele está em pânico, com medo de perder o imóvel dele. Nós pagamos o IPTU mais alto, mas a nossa qualidade de vida caiu 90%. Por que a gente continua pagando por uma coisa que a gente não recebe?”.
William Hossell é fundador do movimento "Metro Linha 4 que o Rio precisa"
William Hossell é fundador do movimento "Metro Linha 4 que o Rio precisa"
William Hossell também apoiou a manifestação. Presidente da associação de moradores “Anima, Leblon”, fundador do movimento “Metro Linha 4 que o Rio precisa”, ex-metroviário e participante do Fórum de Mobilidade ele oferece apoio técnico ao movimento. Segundo ele, “para construir um metrô do Rio até Niterói, por baixo da Baía da Guanabara, se gasta 3 bilhões. Aqui, já está em mais de 10 bilhões e não vai parar por aí”. William criticou a dificuldade do governo do estado em reconhecer os erros do projeto. “Eles estão errando e não têm humildade para aceitar o erro e consertar as coisas. Houve tempo suficiente para fazer todos os estudos e, ainda assim, eles colocam um shield, que é o maior do mundo, na superfície. Podiam ter alugado essa máquina, mas gastaram 100 milhões de reais para comprá-la. Fizeram tudo errado e agora estão injetando concreto para segurar a rua. Vão ter que seguir com essa obra até o Leblon, sem limite de gasto. O governo do estado fez questão de estender o contrato de gestão para a atual concessionária. Aqui eles fazem as coisas erradas, fingem que está tudo certo e seguem adiante. Não dá para confiar, as pessoas estão com medo. Estão sempre inventando uma desculpa. A Odebrecht deve estar envergonhada com isso, eu estaria. Eles mentem com uma convicção que convence quem eles querem. Cuidado com eles!”, finaliza.
O Consórcio da Linha 4 do metrô informou que o projeto foi minuciosamente estudado e está sendo executado com "o que há de melhor na engenharia nacional e internacional". Veja a nota do consórcio:
O projeto da Linha 4 do Metrô na Zona Sul do Rio de Janeiro foi minuciosamente estudado por mais de 200 especialistas e está sendo executado com o que há de melhor na Engenharia nacional e internacional. Foram vários os estudos realizados, com desenvolvimento de metodologias e modelos geomecânicos, todos estes norteados por uma vasta campanha de sondagem, investigações geológicas e ensaios de caracterização do subsolo. As obras seguem os mais rígidos padrões de qualidade e segurança, e o Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras entre Ipanema e Gávea, conta com a assessoria dos melhores técnicos nacionais e dos mais renomados técnicos internacionais, reconhecidos por todas as entidades do setor de tuneleiros e todo o meio geotécnico. As metodologias adotadas na Linha 4 do Metrô são amplamente utilizadas em todo o mundo.
Em uma obra deste porte, os imóveis do entorno das escavações dos túneis e estações são monitorados permanentemente a fim de garantir a segurança dos prédios. Os prédios recebem instrumentos (pinos de recalque e clinômetros) que possibilitam o acompanhamento de como as edificações se comportam antes e durante as obras. Todas as medições desta instrumentação estão dentro dos limites esperados, sem risco para as edificações.
* Do Programa de Estágio do Jornal do Brasil

MORTE NO ARPOADOR

Bombeiros encontram corpo de homem que caiu no mar do Arpoador

  • Outra pessoa foi resgatada e liberada no local nesta quinta-feira
O GLOBO (FACEBOOK·

Bombeiros fazem buscas na Pedra do Arpoador, onde um turista argentino caiu no mar por volta de 6h da manhã levado por uma onda
Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Bombeiros fazem buscas na Pedra do Arpoador, onde um turista argentino caiu no mar por volta de 6h da manhã levado por uma onda Gabriel de Paiva / Agência O Globo
RIO - O corpo de um homem que caiu da pedra do Arpoador no mar foi encontrado pelos bombeiros por volta das 12h20m desta quinta-feira. Entretanto, o corpo está em um local de difícil acesso e ainda não foi retirado da água pelos militares.
Mais cedo, uma pessoa já foi resgatada e liberada no local. Os dois homens estavam na pedra, quando caíram na água. A ação contou com o apoio de jet-skis, helicóptero e guarda-vidas.
Ainda não há confirmação sobre a identidade das vítimas, mas as primeiras informações dão conta de que são turistas argentinos. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 6h20m.


ADIADA

Por Motivos de Força Maior,
 A Audiência Pública  Prevista para amanhã  o dia 29, as 10 horas  foi adiada.
 Nova data será comunicada  oportunamente.

Atenciosamente Adriana Almeida

REUNIÃO



OF. GCT Nº 17/2014                                                              Rio de Janeiro, 20 de maio de 2014

           Prezado Senhor,
            
Na qualidade de Presidente da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Alerj, convido Vossa Senhoria para Audiência Pública a realizar-se dia 29 de maio de 2014, 5ª feira, às 10:00 horas, na sala 311 do Palácio Tiradentes - Rua Primeiro de Março, s/nº - Centro - para debatermos sobre: Metrô - sua rede, expansão e os riscos para a população e seus trabalhadores”.  
Solicito confirmação de presença através do e-mail comissaotrabalhoalerj@gmail.com ou telefax: (21)2588-1535.
Atenciosamente,
Deputado PAULO RAMOS


CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO DO RIO DE JANEIRO



ESCLARECIMENTOS

Esclarecimentos sobre a obra do metrô: incidente na rua Barão da Torre
 

AMORI-Associação de Moradores Recanto de Ipanema , com CNPJ , criada em 2000 , reunindo moradores das ruas Desembargador Renato Tavares e Almirante Sadock de Sá , já passou da fase de ter reuniões com a Diretoria de Rio Trilhos; Engenheiros da  Concessionária Rio Barra S/A ; Oderbrecht , etc.

Insatisfeita com as explicações de " profissionais de alto gabarito e de instituições conceituadas " passou , a partir do acidente de 15/12/2013 ( deslizamento de pedregulhos na Rua Alberto de Campos ) a tratar do assunto " Metrô " , de outra forma - ou seja, na esfera federal. Três dias antes do acidente,  AMORI havia tido reunião com engenheiros da Oderbrecht,  alertando para a possibilidade de deslizamento de pedras , o que veio a ocorrer. Ratificou sua apreensão por escrito, em seguida àquela reunião pois não ficou satisfeita com a explicação dada.

Em separado, conforme combinado, vou entregar cópia do  Ofício D-no. 200/2014-PRES CAU/RJ, recebido do  Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo ( Serviço Publico Federal ), na data de ontem, 26/5/2014. CAU tem poder de fiscalização. 
 
Peço que dê ciência do Oficio acima , no blog , para que os moradores tirem suas próprias conclusões. A destruição da Praça Nossa Senhora da Paz ( que jamais será a mesma ) ; os acidentes de 15/12/2013 e  11/5/2014 - apenas 5 meses de diferença - são auto explicativos. Assim como as calçadas cheias de ondulações e água minando do asfalto , regularmente , desde que a estação General Osorio foi inaugurada. Sinal de trabalho mal feito. Ou mal feito por " malfeitos ". Justamente o que querem evitar todos aqueles que amam e zelam pelo bairro, nessa expansão da Linha4. Não pode haver " falha humana " , justificativa comum e leviana em casos de grande repercussão. Há possibilidade de perda de vidas e patrimônio em jogo, se algo der errado. 

Já sabia que a reação de outras associações que sempre apoiaram o projeto, sem ressalvas,  seria essa. Quem entende um pouco de interpretação de texto , nota que não é bem assim como dizem. Falar em " eventual " , " pontual " ...quando já aconteceu , antes ? Falha geológica ? Não previram isso , no estudo ? " Que o risco é menor ? " ( então confirmam que há risco quando não deveria haver nenhum - afinal não são grandes empresas e profissionais ? )

Em tempo : O Processo / Inquérito no Ministério Publico Estadual voltou a correr, depois de um bom tempo " engavetado ". Segundo o Promotor de Justiça que trabalha em parceria com o Dr. Carlos Saturnino , são muitos os vídeos , telefonemas e e mails que eles têm recebido, de moradores de Ipanema e Leblon. 

Por um Metrô Seguro e Responsável ! 


MANIFESTAÇÃO EM IPANEMA - GENERAL OSÓRIO 11HS


METRÔ

Porque os prédios estão ruindo em Ipanema

- o método de obra para a construção da Linha 4 do metrô em Ipanema e Leblon, escolhido foi o que utiliza o TBM , vulgo tatuzão.
- o tatuzão é um equipamento de ponta e alta tecnologia muito usado no mundo inteiro por fazer escavações em áreas densamente povoadas sem que a obra cause interferência na superfície.
- o equipamento comprado para as obras em Ipanema e Leblon custou cinco vezes mais que o preço de uma máquina padrão, exatamente porque teria especificidades importantes – capacidade de escavar a 40 mts de profundidade, pressurização adequada e capacidade de escavar rocha ou solo arenoso.
- a máquina foi encomendada e sua pressurização prevista para escavar a 40 mts de profundidade.
- Como o diâmetro deste equipamento é de 12.50 a margem de segurança mínima que a boa técnica recomenda é de 25mts. de cobertura
- a escavação em Ipanema está sendo feita fora destes padrões de segurança. O tatuzão saiu da rocha na Rua Barão da Torre a 18mts  para chegar na Praça N. Sra. da Paz a 12mts.

QUAL É O PROBLEMA QUE SE COLOCA?
- escavar na profundidade prevista pelo consórcio construtor coloca dois problemas:
a) – a pressão da máquina sobre o lençol freático, bolsões de argila e areia com a pouca expansão devido à pequena  cobertura poderia levar estes materiais do solo a explodirem na superfície.
b) para contornar o perigo do item acima, o consórcio construtor resolveu concretar o solo da superfície injetando cimento através de Jet grounds. Acontece que esta técnica também não é segura porque este cimento pode se despreender ocasionando o problema que aconteceu no dia 11/05. No Canadá esta técnica já foi tentada em situação muito similar e apresentou os mesmos problemas.
- a escavação está fora da margem mínima de segurança.  Por  que? Porque a Estação N. Sra. da Paz foi construída a 12mts de profundidade atendendo aos interesses comercias da concessionária que através de um estudo de demanda encomendado à Fundação Getúlio Vargas indicou que a população rejeitaria uma estação que estivesse muito profunda ( 40 mts) . É claro, também,  que uma estação feita a 40mts exigiria um investimento muito maior do que uma feita a 12mts.
- o fato é que a escavação feita nesta  profundidade proporciona risco de vida à população e moradores ao longo de toda a obra.
- aprofundar a escavação para margens seguras – 40 mts -  significa rebaixar as estações N.Sra. da Paz, Jardim de Alá e Antero de Quental.
- Vai ser mais seguro, mas uma vez mais, a população é que paga esta conta. Uma clara falha no planejamento, na transparência e no desperdício do dinheiro público. É o dinheiro que falta na segurança, saúde , educação etc..


 


PRECISAMOS DE MUITA GENTE PARA SERMOS OUVIDOS !!!!! REPASSEM !!!!!

As explicações dadas pelo consórcio construtor sobre o ocorrido no dia 11/05 são mentirosas. O que foi classificado como fissuras meramente estéticas e problemas pontuais não é verdade. Não é preciso ser um grande especialista para entender que  quando rachaduras que aparecem na superfície, é porque alguma coisa aconteceu na estrutura do prédio. E é claro que se o prédio não apresentava estas rachaduras e elas apareceram quando o tatuzão saiu da rocha para entrar no subsolo arenoso embaixo da rua, o problema se deve à escavação.

- no sábado dia 31/05 às 11hrs. vamos sair em passeata da Praça General Osório pela Rua Visconde de Pirajá em direção à Praça N. Sra. da Paz.

- todos com roupas pretas, faixas e cartazes e com dizeres falando do  perigo de vida que a população está correndo com esta obra, do medo de todos etc.

- Por favor compareçam em massa, tragam seus parentes e amigos, divulguem pelo face, blog, twitter e e-mails , contatos pessoais de todas as formas possíveis.
Ignez


METRÔ DO MEDO

METRÔ DO MEDO !




http://youtu.be/Rpniwvu6eVo

REUNIÃO DE SÍNDICOS DE IPANEMA E LEBLON





REUNIÃO DE SÍNDICOS DE IPANEMA E LEBLON PARA DECIDIREM O QUE FAZER CONTRA AS OBRAS QUE ESTÃO ABALANDO OS  EDIFÍCIOS

REUNIÃO - CRATERAS DA BARÃO DA TORRE

Sábado dia 24/05 às 10 horas da manhã, no auditório do edifício 330, da Rua Visconde de Pirajá, haverá outra reunião para adesão dos condomínios. 
Precisamos estar atentos que essa é uma batalha duríssima, visto o que o governo fez com nossa praça (Nossa Senhora da Paz). É esperada a maior adesão possível de condomínios, por favor quem for síndico, solicitar Assembléia Geral Extraordinária, para aderir. Até o presente momento, cinco condomínios estão fazendo parte, mas precisamos aumentar esse número para que juntos, possamos arcar com perícia independente de geólogos e engenheiros, porque os do governo estão desinformando a população.
Fiquei mais assombrada, quando o advogado da causa, levantou-se e informou que para desabamento, não existe seguro. Então tá! O Governo do Estado, vem, perfura a rua, desaba tudo e fica por isso mesmo!
Por isso precisamos de TOTAL MOBILIZAÇÃO! Quem for síndico e puder adiantar, agradeço, quem conhecer o síndico de seu prédio, por favor informe-o. Quanto mais condomínios houver nessa briga, mais chance teremos para exigir transparência dos responsáveis

CARTA PARA O JORNAL "O GLOBO"

Em apenas cinco meses ocorreram dois grandes acidentes relacionados com as obras da Linha4 do Metrô, em Ipanema : Em 15/12/2013 pedras rolaram do Maciço do Cantagalo, atingindo 4 (quatro) pavimentos de um Condomínio na Rua Alberto de Campos. Não foram pedrinhas desprezíveis : Pedregulho de até 4 metros de altura entrou na garagem , conforme mostrado em foto desse jornal. No Maciço estão sendo realizadas obras para o Túnel de Ventilação do referido Metrô - explosões vigorosas, diárias, duas vezes ao dia .  No dia 11 de maio ultimo, novo acidente, desta vez na Rua Barão da Torre , levando pânico aos moradores da região. Divulgado o laudo , o engenheiro Aluísio Coutinho , do consórcio responsável pela obra da Linha4 do metrô declara que o acidente foi causado " por um comportamento anômalo " , e que a movimentação foi " pontual ". Pelo acima exposto - Não foi ! Em dezembro/2013 houve movimentação na rocha ( Maciço ) e , agora , maio/2014, no solo arenoso. No dia 21/7/2012 na seção "Eu-Repórter " OGLOBO publicava  foto do leitor Cesar Ramos Filho , demostrando a apreensão dos moradores, mencionando pedras  " desprendidas " do Maciço que acertaram seus carros. A Defesa Civil contatada pelo jornal  , naquela ocasião , não identificou " riscos imediatos " - que vieram a ocorrer em dezembro/2013, com maior gravidade. Agora dizem que vão paralisar as obras por cerca de 45 - 60 dias. Será por causa da repercussão na mídia internacional que um acidente maior poderia ter  em plena realização da  Copa do Mundo ? Como dizia aquele personagem do Jô Soares : " Tira o tubo  ! MGF

MEDO !

Oferecimento

Faixas mostram medo de moradores após rua afundar com obra da Linha 4

Por   | Para: CBN Foz
Cartazes protestam contra obras do metrô em Ipanema, Zona Sul (Foto: Reprodução / TV Globo)Cartazes protestam contra obras do metrô em Ipanema, Zona Sul (Foto: Reprodução / TV Globo)
Moradores de Ipanema, na Zona Sul do Rio, espalharam faixas pelas janelas dos edifícios e pediram mais transparência nas obras da Linha 4 do metrô. Cartazes como "Obras metrô SOS." e "Estamos com medo" puderam ser vistas nesta terça-feira (20). O Consórcio da Linha 4 informou que a cratera que se abriu em Ipanema, no dia 11 de maio, foi ocasionada "por um comportamento anormal e pontual na face de uma rocha fraturada durante a escavação do túnel do metrô no subsolo da via". 
'Estamos com medo', diz cartaz (Foto: Reprodução / TV Globo)'Estamos com medo', diz cartaz (Foto:
Reprodução / TV Globo)
Em nota, o consórcio afirmou que a rocha se desprendeu e afetou outros blocos, ocasionando a descompactação do terreno.
Desde que o buraco se abriu na Rua Barão da Torre, em Ipanema, as escavações da Linha 4 do metrô estão suspensas e devem continuar paradas na Barão da Torre, local do afundamento, de 45 a 60 dias para tratamento do solo, segundo o gerente de produção da obra, Aluísio Coutinho Júnior. Ele garante que não houve erro na operação, e que o desprendimento de uma rocha dessas características nessa área, considerada de transição entre escavação de área sólida e de areia, é "anômalo".
"Esse método (escavação com o equipamento conhecido comoTatuzão) foi o que limitou o problema. Se fosse outro método de escavação a proporção seria maior. A probabilidade disso acontecer de novo é muito pequena, muito baixa, nos cerca de 20 metros de terreno de transição que ainda falta de ser escavado", explicou.

Ainda segundo Coutinho, aquele trecho da Rua Barão da Torre é de transição entre solo rochoso e solo arenoso. Para minimizar a diferença entre as características dos dois solos, foi injetado cimento no ponto de transição. Foi isso que, segundo ele, garantiu que o incidente fosse localizado. Ele destacou ainda que o traçado para escavação foi planejado para que, em terreno arenoso, o Tatuzão não passasse sob os prédios.
Para que as escavações sejam retomadas naquele trecho, o consórcio irá injetar mais cimento "por cautela, por segurança", ressaltou Coutinho.
Operários do consórcio Linha 4 do metrô trabalham na Barão da Torre em frente ao edificio 137 em Ipanema, onde um buraco se abriu na frente do prédio (Foto: Antônio Scorza/Agência O Globo)Operários do consórcio Linha 4 do metrô trabalham na Barão da Torre em frente ao edificio 137 em Ipanema, onde um buraco se abriu na frente do prédio (Foto: Antônio Scorza/Agência O Globo)
O vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura seção Rio de Janeiro(Crea-RJ), Manoel Lapa, considera que o incidente na Rua Barão da Torre foi, de fato, algo pontual. "Obra de túnel como essa é muito mais complexa que fazer uma ponte ou viaduto porque você trabalha com um material muito heterogêneo, que é o solo", avaliou.

Lapa considera ainda que são mínimas as chances de outros acidentes ocorrerem com a retomada das escavações. "A região crítica é realmente a transição da rocha para a areia. Dali [da Rua Barão da Torre] pra frente vão pegar só areia. A possibilidade de acontecer acidentes com o tatuzão daqui pra frente é muito menor", avaliou, garantindo que o Crea-RJ acompanhará de perto a continuidade das escavações.
Método ideial
O estudo mostrou ainda que quatro fatores foram essenciais para que o incidente tivesse sido localizado e restrito: o método de escavação empregado, o tratamento prévio do solo, o monitoramento da estabilidade do terreno e das edificações do entorno e a aplicação do Plano de Contingência e Emergência de forma eficiente.
O consórcio ressaltou que quando o primeiro desnível na superfície foi constatado, a área foi isolada, a escavação suspensa e verificou-se que não havia nenhum risco para as fundações dos edifícios do entorno, pois tratava-se de um evento localizado. Com a área isolada, os serviços de água e gás foram interrompidos e as cavidades, preenchidas com concreto.
Em uma obra deste porte, o consórcio informou que os imóveis do entorno das escavações dos túneis e estações são monitorados permanentemente. Os prédios receberam instrumentos que possibilitam o acompanhamento de como as edificações se comportam antes e durante as obras. Segundo os dados, todas as medições estão dentro dos limites esperados, sem risco para as edificações.
Os estudos de sondagens, investigações geológicas e ensaios de caracterização do subsolo que precederam a obra mostraram que o Tunnel Boring Machine (TBM), o 'Tatuzão', é o equipamento mais adequado e seguro para executar este tipo de obra na Zona Sul do Rio de Janeiro. Por este motivo, foi o método adotado e será mantido.
O Consórcio disse ainda que estudos identificaram a necessidade de fazer um tratamento prévio de solo na região da Rua Barão da Torre, por ser um trecho de desemboque na transição da rocha para a areia, com rochas fragmentadas e água – característica que não se repete nestas configurações ao longo do traçado do túnel. O Consórcio Linha 4 Sul injetou calda de cimento no subsolo antes de iniciar as escavações, para minimizar a diferença entre as características de materiais encontrados no terreno. Este procedimento contribuiu para que o incidente tenha sido localizado, como mostra o resultado da análise do assentamento de solo na Barão da Torre.
"Para retomar a obra de construção do túnel entre Ipanema e Gávea, o Consórcio vai iniciar nos próximos dias serviços que devolvam a coesão ao terreno. Serão feitas injeções de cimento no solo, além de adotadas outras medidas no processo de escavação para evitar novos incidentes, com o uso de polímero de alta densidade aliado a material selante", concluiu a nota.

EMAIL RECEBIDO

Moradores, Síndicos e Proprietários de Ipanema e Leblon, ​é
 bom saber :

Após o surgimento de enorme cratera na Rua Barão da Torre
​ 
acendeu a “luz vermelha”!
Porque insistir em erro!​

Muitos moradores despertaram-se para o perigo, alguns já acostumados com a obra, outros que tinham alguma informação, mas todos foram arrebatados por: dúvidas, insegurança e medo!
Muito se falou e infinitamente se falará sobre as obras do consorcio da Linha 4 Sul do Metrô, que faz trajeto pelos bairros de Ipanema, Leblon e Gávea.



Selecionamos depoimentos vinculados na mídia impressa. Analise você mesmo e tire suas próprias conclusões!

“Desci correndo, tirei minha filha de 4 anos e minha esposa de casa e coloquei elas sentadas dentro do hospital aqui em frente. O prédio está cheio de rachaduras, o chão afundou, e o solo aqui é muito arenoso. Estamos com medo de o edifício desabar sim. Além da falta de informação, não há uma explicação que venha de alguém especializado. Ninguém aqui sabe o que está acontecendo, ou não querem falar a verdade. A comunicação da empresa disse que está tudo certo e que está fazendo reparos, mas os prédios estão rachados; isso não é brincadeira.”
Cláudio Teixeira, Engenheiro e Advogado, Síndico do prédio 141.

​"​
Essa máquina não escava com percussão. Ela escava com o giro da sua roda de corte, destruindo as camadas de solo. Então, ela não bate, simplesmente destrói. Então, isso não deve induzir nenhum tipo de vibração à superfície”.
Eng. Aluísio de Abreu Coutinho Junior, Consórcio Linha 4

“Essa rocha se desprendeu e afetou pequenos blocos vizinhos, ocasionando a descompactação do terreno. Desse modo, o processo evoluiu até a região de solo arenoso, e repetidamente até chegar à superfície.” “tatuzão deve voltar a operar nas escavações em 45 ou 60 dias”
Eng. Aluísio de Abreu Coutinho Junior, Consórcio Linha 4

“O tatuzão parou de funcionar, mas as obras, com maquinários, continuam na Visconde de Pirajá. Estão acontecendo incidentes com frequência. Faltam informações “
Gabriel Mansell, síndico de três prédios na Rua Visconde de Pirajá.

"A gente ia comemorar o Dia das Mães com a família mas não podemos. Agora vai ter que ser sem cozinhar nem tomar banho porque estamos sem gás. O jeito vai ser improvisar um almoço em um restaurante"
Oscar Castro, 47 anos, Analista de rede, Morador

“Eles furam o solo de madrugada. Quando o tatuzão passa na rua, tudo treme. As paredes, os quadros, os móveis” “Não tenho outro jeito a não ser tomar tranquilizante para pegar no sono.”
Nélio Ferreira, 70 anos, morador.

“O que aconteceu no domingo foi um acidente da obra que tem que ter a atenção de todos os envolvidos inclusive da Defesa Civil, o que não acontece. “

“Ninguém fez nada. Fiz questão de mostrar o problema aos técnicos. Eles disseram que o problema seria da Cedae e quando eu cheguei em casa vi que a situação só piorava. Agora, eu disse que chamaria a reportagem e eles responderam que bombeiros do Consórcio já estavam a caminho.”
Carolina Souza, 30 anos, Professora.

“Não dá mais para aguentar. A promessa era que esse transtorno terminasse no fim do ano passado. Nosso maior medo é que eles tenham atingido o lençol freático — ressaltou, enfatizando as rachaduras do lado de fora do prédio e também no interior de seu apartamento.”

“Assisti os operários abrindo e fechando o asfalto aqui em frente pelo menos três vezes.”
Arão Pomeraniec, 65 anos, Psiquiatra, Morador do prédio 141.

"Estamos tendo bastante dificuldade. O inquilino saiu desde que as obras começaram, com medo de prejuízo, e até agora não alugamos. Só conseguiríamos se fosse por um preço ínfimo"
Clarindo Mourão, administrador de uma loja na Av. Ataulfo de Paiva.

“Esse acidente poderia ter sido evitado com mais fiscalização. É preciso dar segurança a moradores, pedestres e trabalhadores.”
Canagé Vilhena, Arquiteto.

"Nós tivemos uma queda de 60% nas vendas. Nem as clientes antigas querem vir.  Nosso público é de classe alta, ninguém quer entrar em vielas escuras, barulhentas e sem segurança para fazer compras"
Gerente de uma Grife no Leblon

“Os afundamentos na rua se devem à ação do tatuzão, máquina que está perfurando o túnel em uma região arenosa.” "Um dia o mar chegava até ali e a areia é um dos solos mais complexos para você fazer escavação, pois os grãos não se unem"
"Pode ter havido infiltração de uma galeria de água pluvial que se rompe ou então de uma pequena adutora, o que também pode promover fuga de areia".
Luiz Paulo, Deputado. Entrou com requerimento na Alerj para a realização de audiência pública para que as autoridades expliquem o surgimento de duas crateras na rua Barão da Torre, em Ipanema

 "Vamos pedir que a obra, que está parada, só seja retomada quando soubermos direito o que aconteceu. Queremos que eles estudem e debatam conosco sobre a solução que vão apresentar, porque isso de fazer obra sem discutir com a população já vimos que não dá certo"
Ignez Barreto, Coordenadora do PSI.

"Lustres, copos e outros objetos balançam dentro de casa. São muitos relatos desse tipo. Tem gente que nem consegue dormir e a preocupação é enorme para tudo mundo. Quando o morador vai reclamar no posto de atendimento na Praça da Paz ou através do teleatendimento, os funcionários do consórcio dizem que esse transtorno é normal e se quebrar qualquer coisa dentro de casa eles pagam. O que queremos é segurança, evitar acidentes. Quem vai imaginar que vão fazer uma obra dessa natureza na sua rua e arrebentar com seu apartamento?"
Fernando Azevedo, Engenheiro Civil

“O surgimento da cratera na Rua Barão da Torres demonstra que a medida mais segura para a população é imediata paralisação das obras, para evitar um desabamento de algum edifício na região.”
Nilton Carvalho, Geólogo, voluntário do PSI.

“O terreno é arenoso. Ali era uma praia, uma restinga. Os prédios tiveram as fundações feitas sobre a areia.”
Antônio Eulálio, Engenheiro.

“O transtorno é grande por conta do barulho e perturbação, mas pedimos o laudo de um engenheiro e não houve dano na nossa estrutura”
Hamilton Ferreira, Síndico do Edifício 137.

“Se isso afundou, tem alguma coisa estranha lá embaixo. Se começa a botar concreto, é muito estranho”
Oscar Castro, Morador há 15 anos no prédio 137.

“O meu prédio rachou entre um bloco e outro. Junto com a trepidação, romperam três encanamentos de gás. O meu apartamento foi [onde rompeu] um deles”
Fernando Bittencourt, morador há 20 anos no prédio 123.

Pensem Bem ! Continuar pra que?​


QUE VENHA A COPA !!


Bueiro estoura em frente à loja da Louis Vuitton, na Z. Sul, e causa mau cheiro

Problema ocorreu em Ipanema. Cedae está no local e providencia os reparos na tubulação

O DIA
Rio - A tubulação de uma rede de esgoto, na Rua Garcia D'avila, em Ipanema, Zona Sul do Rio,  estourou, na tarde desta terça-feira, causando mau cheiro no local. O bueiro fica em frente à loja da grife Louis Vuitton, e, segundo pedestres, o forte odor assustou moradores e clientes do local. 
Bueiro estoura em frente à loja Louis Vuitton, em Ipanema
Foto:  Emmanoela Carvalho
A Cedae foi acionada, por volta das 15h. De acordo com a concessionária, houve um vazamento da rede de esgoto, que já foi consertado. No entanto, funcionários da empresa continuam no local para fazer limpeza da área. Ainda não há informações sobre a causa do problema. 

ATENÇÃO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ipanema em Atenção! Rua Barão da Torre!!
Reunião de síndicos, moradores, técnicos e juristas, Sábado dia 23 às 10hs no Edifício Cidade de Ipanema, Rua Visconde de Pirajá, 330, auditório 4º andar.

MAQUIAGEM PARA A COPA




FOTOS DE UM AMIGO

ROCHA ? ?

20/05/2014 11h56 - Atualizado em 20/05/2014 15h34

Cratera em Ipanema teria ocorrido por problema em rocha, diz consórcio

Escavação do Metrô na Barão da Torre para por até 60 dias.
Obras estão paradas desde que um buraco se abriu no dia 11 de maio.

Do G1 Rio
Operários do consórcio Linha 4 do metrô trabalham na Barão da Torre em frente ao edificio 137 em Ipanema, onde um buraco se abriu na frente do prédio (Foto: Antônio Scorza/Agência O Globo)Operários do consórcio Linha 4 do metrô trabalham na Barão da Torre em frente ao edificio 137 em Ipanema, onde um buraco se abriu na frente do prédio (Foto: Antônio Scorza/Agência O Globo)
O Consórcio da Linha 4 do metrô informou nesta terça-feira (20) que a cratera que se abriu em Ipanema, na Zona Sul do Rio, no dia 11 de maio, foi ocasionada "por um comportamento anormal e pontual na face de uma rocha fraturada durante a escavação do túnel do metrô no subsolo da via". Em nota, o consórcio afirmou que a rocha se desprendeu e afetou outros blocos, ocasionando a descompactação do terreno.
Desde que o buraco se abriu na Rua Barão da Torre, em Ipanema, as escavações da Linha 4 do metrô estão suspensas e devem continuar paradas na Barão da Torre, local do afundamento, de 45 a 60 dias para tratamento do solo, segundo o gerente de produção da obra, Aluísio Coutinho Júnior. Ele garante que não houve erro na operação, e que o desprendimento de uma rocha dessas características nessa área, considerada de transição entre escavação de área sólida e de areia, é "anômalo".

"Esse método (escavação com o equipamento conhecido comoTatuzão) foi o que limitou o problema. Se fosse outro método de escavação a proporção seria maior. A probabilidade disso acontecer de novo é muito pequena, muito baixa, nos cerca de 20 metros de terreno de transição que ainda falta de ser escavado", explicou.

Ainda segundo Coutinho, aquele trecho da Rua Barão da Torre é de transição entre solo rochoso e solo arenoso. Para minimizar a diferença entre as características dos dois solos, foi injetado cimento no ponto de transição. Foi isso que, segundo ele, garantiu que o incidente fosse localizado. Ele destacou ainda que o traçado para escavação foi planejado para que, em terreno arenoso, o Tatuzão não passasse sob os prédios.
Para que as escavações sejam retomadas naquele trecho, o consórcio irá injetar mais cimento "por cautela, por segurança", ressaltou Coutinho.

O vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura seção Rio de Janeiro (Crea-RJ), Manoel Lapa, considera que o incidente na Rua Barão da Torre foi, de fato, algo pontual. "Obra de túnel como essa é muito mais complexa que fazer uma ponte ou viaduto porque você trabalha com um material muito heterogêneo, que é o solo", avaliou.

Lapa considera ainda que são mínimas as chances de outros acidentes ocorrerem com a retomada das escavações. "A região crítica é realmente a transição da rocha para a areia. Dali [da Rua Barão da Torre] pra frente vão pegar só areia. A possibilidade de acontecer acidentes com o tatuzão daqui pra frente é muito menor", avaliou, garantindo que o Crea-RJ acompanhará de perto a continuidade das escavações.
Método ideial
O estudo mostrou ainda que quatro fatores foram essenciais para que o incidente tivesse sido localizado e restrito: o método de escavação empregado, o tratamento prévio do solo, o monitoramento da estabilidade do terreno e das edificações do entorno e a aplicação do Plano de Contingência e Emergência de forma eficiente.

Em uma obra deste porte, o consórcio informou que os imóveis do entorno das escavações dos túneis e estações são monitorados permanentemente. Os prédios receberam instrumentos que possibilitam o acompanhamento de como as edificações se comportam antes e durante as obras. Segundo os dados, todas as medições estão dentro dos limites esperados, sem risco para as edificações.
O consórcio ressaltou que quando o primeiro desnível na superfície foi constatado, a área foi isolada, a escavação suspensa e verificou-se que não havia nenhum risco para as fundações dos edifícios do entorno, pois tratava-se de um evento localizado. Com a área isolada, os serviços de água e gás foram interrompidos e as cavidades, preenchidas com concreto.
Os estudos de sondagens, investigações geológicas e ensaios de caracterização do subsolo que precederam a obra mostraram que o Tunnel Boring Machine (TBM), o 'Tatuzão', é o equipamento mais adequado e seguro para executar este tipo de obra na Zona Sul do Rio de Janeiro. Por este motivo, foi o método adotado e será mantido.
O Consórcio disse ainda que estudos identificaram a necessidade de fazer um tratamento prévio de solo na região da Rua Barão da Torre, por ser um trecho de desemboque na transição da rocha para a areia, com rochas fragmentadas e água – característica que não se repete nestas configurações ao longo do traçado do túnel. O Consórcio Linha 4 Sul injetou calda de cimento no subsolo antes de iniciar as escavações, para minimizar a diferença entre as características de materiais encontrados no terreno. Este procedimento contribuiu para que o incidente tenha sido localizado, como mostra o resultado da análise do assentamento de solo na Barão da Torre.
"Para retomar a obra de construção do túnel entre Ipanema e Gávea, o Consórcio vai iniciar nos próximos dias serviços que devolvam a coesão ao terreno. Serão feitas injeções de cimento no solo, além de adotadas outras medidas no processo de escavação para evitar novos incidentes, com o uso de polímero de alta densidade aliado a material selante", concluiu a nota.