sábado, 8 de junho de 2013

ZICO

    Documentário de Zico reúne craques do passado em Ipanema


    RIO - O lançamento do documentário "Zico 60", realizado pelo canal Esporte Interativo em homenagem ao 60º aniversário do eterno camisa 10 da Gávea reuniu um poderoso time de craques da história do Flamengo na sala do Estação Ipanema, na noite de quinta-feira. Andrade, Adílio, Tita, Cláudio Adão, Júnior, Petkovic e Júlio César, o "Uri Geller" estiveram no cinema de Ipanema para conferir o filme, no qual Zico analisa o início de sua carreira, em Quintino, sua consagração com a camisa rubro-negra e a passagem pelo futebol japonês.
    - Ver o Zico é sempre interessante, sempre há algo novo a aprender - disse Andrade, que além dos títulos que conquistou ao lado de Zico nos gramados, também se sagrou campeão com o Flamengo como treinador, em 2009. - Imagina se ele estivesse naquele time! Teria facilitado muito a minha vida.
    Petkovic, que não teve a oportunidade de jogar ao lado de Zico, relembrou seus tempos de menino na Iugoslávia, quando nem imaginava que vestiria a camisa 10 do Flamengo, imortalizada pelo Galinho.
    - Lembro que jogava bafo com figurinhas da seleção brasileira, e a do Zico era a mais disputada - afirmou o meia sérvio, que disse não ter noção da responsabilidade de vestir a camisa 10 ao assinar pela primeira vez com o Flamengo. - Só fui entender a importância dessa camisa mais tarde, e aí tive que me dedicar em dobro para fazer justiça à história.
    Já Cláudio Adão, que teve uma passagem pelo Flamengo no fim dos anos 70, lamentou a passagem do tempo, mas afirmou que ainda vê Zico brilhando nos gramados.
    - Envelhecer é uma porcaria. Queria ver ele jogando pra sempre - disse Adão, que encontrou um alento nas peladas disputadas com Zico - A gente bate uma bola às quartas-feiras, e ele continua comandando o meio-campo. Depois do Pelé ele foi o cara.
    Já Júlio César colocou o Galinho de Quintino acima até mesmo do craque santista.
    - Pelé e companhia que me perdoem, mas Zico foi o maior jogador que vi na minha vida. Era um extraterrestre - afirmou Júlio César. - As vezes chegava do lado dele nas cobranças de falta, e ficava impressionado como, ao bater na bola, ele já sabia que o gol ia sair.
    Antes da exibição do documentário, Zico agradeceu a família e a presença dos antigos companheiros de clube.
    - Se estou aqui hoje é graças a muita gente. Este ano tem sido um teste pro coração, e eu fico feliz de ver a rapaziada toda reunida, e meus filhos, que me dera cinco netos pelos quais eu babo o tempo todo - declarou Zico, que ainda ganhou um sonoro coro de "Parabéns a Você" ao final da exibição.

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