UM BANQUINHO PARA VER O PÔR DO SOL

No Arpoador, um banquinho, um pôr do sol

  • Largo do Millôr ganha banco com a silhueta do jornalista e desenhista morto em 2012, autor de frases célebres sobre as praias do Rio

LETICIA FERNANDES (


Homenagem a Millôr Fernandes, no Arpoador: sentados no banco, Ivan Fernandes, filho do jornalista; o arquiteto Jaime Lerner; Hélio Fernandes, irmão de Millôr, e o cartunista Chico Caruso
Foto: Marcelo Piu / Agência O Globo
Homenagem a Millôr Fernandes, no Arpoador: sentados no banco, Ivan Fernandes, filho do jornalista; o arquiteto Jaime Lerner; Hélio Fernandes, irmão de Millôr, e o cartunista Chico Caruso Marcelo Piu / Agência O Globo
RIO - A praia do Arpoador foi palco, na tarde desta segunda-feira, de mais uma homenagem ao mestre Millôr Fernandes, morto no ano passado. O jornalista, escritor, desenhista, tradutor, dramaturgo e, ufa!, humorista, costumava dizer aos amigos que, se tivesse que ser homenageado, que fosse com a colocação de um banquinho “de onde o pessoal pudesse curtir o pôr do sol”.
O local escolhido para o Banquinho do Millôr foi o trecho entre o Arpoador e a praia do Diabo, que também em 2012 ganhou o nome de Largo do Millôr. O projeto, do arquiteto Jaime Lerner, dá a impressão de que o banco panorâmico flutua. A silhueta de Millôr, que sustenta o banco, foi desenhada pelo cartunista Chico Caruso, em chapa de aço vazada, e ganhou o apelido de “O Pensador de Ipanema”.
A inauguração foi uma iniciativa da prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos. Além de Marcus Belchior, secretário de Conservação, amigos e familiares estiveram presentes na cerimônia. Entre eles, a atriz Fernanda Montenegro, que leu um texto de autoria do amigo; Chico Caruso e Jaime Lerner, responsáveis pela confecção do banquinho; o cartunista Jaguar; o músico Carlos Lyra; Luis Fernando Veríssimo; Ivan Fernandes, filho do Millôr; e o jornalista Hélio Fernandes, irmão do escritor. O prefeito Eduardo Paes, que participaria do evento, não compareceu.
— A nossa convivência de 89 anos foi maravilhosa. Ficamos órfãos muito cedo, e ao longo da vida ninguém nos disse o que fazer, isso foi muito bom e muito ruim. A vida do Millôr foi uma vida densa, agitada, mas riquíssima — disse Hélio Fernandes.
O ponto onde o banco foi colocado é perfeito para ver o sol se pondo nas águas cristalinas do Arpoador, como queria o jornalista, autor da democrática frase “O pôr do sol é de quem olha”. Precisa dizer mais?



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