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O bloco dos vândalos: foliões não respeitam nem metrô nem portaria

Gangues danificam tetos de trens e brigões invadem prédio no Posto 9
LAURA ANTUNES


Teto de uma composições do metrô destruído por um grupo de foliões


RIO - No carnaval carioca, um bloco de vândalos desafinou no quesito civilidade. Nos quatro dias de folia, o metrô, por exemplo, foi palco de sete brigas entre gangues, além registrar avarias em tetos de composições, em 13 escadas rolantes e elevadores e 15 episódios de destruição de placas de sinalização e vidros de bilheterias. A concessionária contabiliza o prejuízo em R$ 200 mil, mas garante que não precisará retirar trens de circulação para fazer os reparos.

Já em Ipanema, moradores de prédios da Avenida Vieira Souto reclamam do rastro de vandalismo deixado por foliões após a passagem dos blocos. Um edifício, na altura do Posto 9, chegou a ser invadido por um grupo de brigões, que se engalfinhou nos jardins junto à portaria. Segundo um condômino, que prefere não se identificar, um deficiente físico também foi flagrado pelas câmeras de segurança do prédio destruindo, com um murro, o blindex que cerca o jardim.

Pagamos R$ 17 mil de IPTU e somos obrigados a conviver com lixo, o mau cheiro e destruição. Queria que o prefeito passasse o carnaval aqui para presenciar isso — protesta o morador, contando que um dos grupos que brigavam na calçada aproveitou um carro que saía da garagem para se refugiar no prédio. — Tivemos que chamar a polícia.

Segundo o gerente de operações da Metrô Rio, Daniel Habib, os casos de vandalismo aumentaram em cerca de 30% em relação ao carnaval passado, mesmo percentual de crescimento no número de passageiros nesse período — nos quatro dias de folia foram transportadas 1,9 milhão de pessoas. Segundo ele, é difícil flagrar as depredações porque a maioria ocorre nas composições. Mesmo assim, quatro usuários foram detidos por chegar aos trilhos
.
Segundo Daniel, houve reforço na segurança, mas para o carnaval de 2013, a concessionária deve solicitar o reforço da PM nos acessos às estações para evitar que pessoas alcoolizadas ou com comportamento agressivo embarquem. O Metrô planeja ainda uma campanha educativa junto à população.


Um comentário:

Anônimo disse...

Querem acabar com Ipanema e Leblon...e o pior: estão conseguindo!