quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ATAQUE DAS ABELHAS


Ataque de abelhas provoca corre-corre no Jardim de Alah

Psicóloga levou mais de 50 picadas. Segundo apicultor, enxame tem cerca de 5 mil insetos

TAIS MENDES

Abelhas atacam pessoas no Jardim de Alah, em Ipanema, na Zona Sul do Rio

RAFAEL ANDRADE / O GLOBO RIO

- Um enxame de abelhas provocou uma correria de pedestres e deixou várias pessoas picadas no Jardim de Alah, em Ipanema, nesta quinta-feira. O problema começou pela manhã, quando, segundo moradores, crianças atiraram pedras na colmeia, que fica na esquina com a Epitácio Pessoa. Uma moradora do bairro levou mais de 50 picadas e dois porteiros de prédios da região também foram atingidos. À tarde, houve uma nova série de ataques quando o apicultor enviado pela Defesa Civil, Robson Monteiro Ventura, ao subir na Palmeira para fazer uma avaliação, provocou uma revoada de abelhas.
Segundo o apicultor, o enxame deve ter em média 15 mil abelhas europeias e só deverá ser retirado da árvore na noite desta quinta. Os técnicos da Defesa Civil e os guardas municipais tiveram que deixar às pressas o parque, que está sendo parcialmente isolado. Um deles levou pelo menos cinco picadas. Na correria, ciclistas abandonaram bicicletas. Para espantar as abelhas que atacavam um pedestre foi preciso jogar água nos insetos.
A psicóloga Bruna Quinet Martins, de 30 anos, recebeu mais de 50 picadas.
— O médico comentou comigo que se fosse uma criança teria morrido — disse a psicóloga.
Ela conta que foi salva por Alessandro Venâncio, porteiro de um prédio vizinho.
— Só ele me salvou. Saí gritando na rua e ninguém parou. Eu tinha abelhas grudadas no cabelo. Ele foi rápido e jogou água para me livrar delas — relata.
Alessandro levou picadas no lábio e nos dedos. Moradores relatam que alunos de um colégio próximo jogaram pedras na colmeia mais cedo, o que teria agitado as abelhas. A árvore fica a uma distância de cerca de 20 metros da calçada. Mesmo assim, as abelhas atacaram os pedestres.
Dona de uma loja de luminárias próxima, Carla Monteiro diz que esse é o terceiro ataque no local em um período de seis meses.
— O primeiro que assisti foi a um senhor bastante idoso, que ficou totalmente desesperado. Quando elas atacam, a pessoa foge, mas elas seguem — diz.


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