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Enviado por Cibelle Brito -


.Perigo a cada passo

Após a explosão de um bueiro na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, que deixou cinco pessoas feridas em abril, uma sucessão de acidentes semelhantes tem ocorrido por toda a cidade, deixando cariocas em pânico. Mas não são apenas os tampões da Light que escondem perigos para os moradores da Zona Sul. Calçadas mal pavimentadas, rampas e fradinhos quebrados, meios-fios desnivelados, postes em excesso e marquises sem conservação representam outras armadilhas. Especialistas apontam os maiores obstáculos, e a Secretaria municipal de Conservação afirma que trabalha duro para acabar com esses problemas da cidade.

A aposentada Beatriz Campos sai diariamente para caminhar com sua acompanhante em Ipanema. As duas são idosas, andam com dificuldade.

— Meu filho até queria me dar uma cadeira motorizada, mas eu disse a ele que, nessa calçada desnivelada e mal pavimentada, é melhor eu continuar de bengala mesmo — afirma Beatriz.

A convite do GLOBO-Zona Sul, especialistas do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RJ) e da Escola Superior de Desenho Industrial da Uerj (Esdi) apontaram essas e outras armadilhas urbanas. Para o engenheiro civil Antônio Eulálio, conselheiro do Crea-RJ, e Freddy Van Camp, especialista em mobiliário urbano da Esdi, os problemas encontrados em uma ronda pela Zona Sul revelam que a região carece não só de conservação dos órgãos públicos, mas também de educação por parte da população.



Responsável pela assistência social da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), Cristiane Barbosa também diz que falta consciência dos moradores em geral:

— Os carros ficam estacionados em cima das calçadas, obrigando pedestres a correr risco no meio das ruas. Quer falta de respeito maior que essa? Pensar no próximo já seria um bom começo.

Fradinhos também viram obstáculos



Van Campy conta que, na visita que a rainha da Inglaterra, Elizabeth II, fez ao Brasil em 1968, uma comitiva munida de réguas checou todos os locais que ela passaria. Se qualquer degrau saísse do padrão de 17cm, alguma solução deveria ser encontrada.

Hoje, na Rua Jardim Botânico, meios-fios variam de altura, o que, segundo Campy, pode causar quedas, principalmente de crianças e idosos. Na mesma via, fradinhos prejudicam cadeirantes, pessoas com problemas visuais e idosos. Em frente à ABBR, Van Campy estranhou o excesso desse mobiliário urbano.

Em Laranjeiras e no Cosme Velho, muitos equipamentos estão danificados. Osório diz que a prefeitura já retirou 1.502 fradinhos em seis meses de operação. O mobiliário, segundo ele, passará por uma padronização, mas nenhum prazo foi estabelecido

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